quinta-feira, janeiro 19, 2006
A Z O QUE É DE Z: Por lapso imperdoável, esqueci-me neste post de referir outra razão para gostar de Zapatero, e que não é certamente das menos dignas de nota: a legalização dos casamentos homossexuais. Mais uma medida justa e moderna; mais uma medida que atraiu animosidade por parte dos sectores costumeiros, que se acreditam mandatados para controlar a moralidade dos povos; mais uma medida que estava na altura de aplicar também aquém-fronteira.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
EAVESDROPPERS OF THE WORLD, UNITE!: Num restaurante de um centro comercial do Porto, os convivas escutavam, entre a incredulidade e o riso mal reprimido, uma conversa que ocorria numa mesa ao lado, entre dois cavalheiros que aproveitavam o pós-prândio para discorrer sobre a vida, a política e a podridão dos agentes culturais.
Da música («esse Mozart... grande homem!... isso é que era um artista! E levava pontapés no cu de um bispo... Escreveu o "Don Giovanni", essa coisa fabulosa, e acabou como acabou.»)...
...à literatura (elenco, próximo da exaustividade, de nomes que, imerecidamente, constam dos suplementos literários dos jornais portugueses)...
...à performance e às artes plásticas («Aquela gaja, a Vera Mantero... Aquilo que ela levou a São Paulo... Toda nua, com umas tatuagens... Entre dois andaimes... E ficava lá em cima durante duas horas...»).
Chegada a hora da sobremesa, tendo os dois vencidos da vida já partido para novas aventuras, ocorreram-me duas coisas: primeiro, que se escancarara ali uma fresta na verosimilhança quotidiana, quem sabe se fruto da acção de um qualquer génio travesso; segundo, que tem o seu quê de estranho ouvir pronunciar o nome de Armando da Silva Carvalho em pleno centro comercial.
terça-feira, janeiro 17, 2006
A MARCA DO Z: Cada vez admiro mais o senhor José Luis Rodríguez Zapatero.
Tudo começou com a composição do seu executivo. Não sou adepto incondicional de quotas, mas formar um governo com igual representação de ambos os sexos, num país latino, tem algo de revolução tranquila que nunca é de mais saudar.
Cresceu a minha admiração com as numerosas medidas destinadas a contrariar a absurda posição dominante da igreja católica em Espanha, nomeadamente a abolição do carácter obrigatório da disciplina de Religião e Moral. Tais medidas, como seria de prever, levantaram ondas de indignação por parte da corporação em questão, mais um sintoma de que o premier espanhol se encontra no bom caminho. Conheço poucas credenciais mais abonatórias para um político do que ser alvo de manifestações de rua por parte dos sectores mais pacoviamente beatos e ultramontanos do país que dirige.
Surge agora a legislação contra o consumo de tabaco em locais públicos, que entrou recentemente em vigor no país vizinho. Também aqui, era inevitável um movimento de crispação por parte daqueles que, cronicamente dados à vitimização, se julgaram visados por aquilo que, no fundo, não passa de um conjunto de medidas impregnadas de bom senso, cujo fim principal é o de proteger os cidadãos da exposição à prepotência do fumo alheio.
A reacção de Francisco José Viegas é, deste ponto de, vista típica: mau grado o tom de conscienciosa moderação («Só fumo nos locais permitidos. Não violo a lei.», como se isso fosse proeza digna de louvor, e não o mais elementar dos deveres), consegue encapsular em poucas linhas os três principais lugares-comuns da contra-argumentação canónica dos tabagistas descontentes:
Tudo começou com a composição do seu executivo. Não sou adepto incondicional de quotas, mas formar um governo com igual representação de ambos os sexos, num país latino, tem algo de revolução tranquila que nunca é de mais saudar.
Cresceu a minha admiração com as numerosas medidas destinadas a contrariar a absurda posição dominante da igreja católica em Espanha, nomeadamente a abolição do carácter obrigatório da disciplina de Religião e Moral. Tais medidas, como seria de prever, levantaram ondas de indignação por parte da corporação em questão, mais um sintoma de que o premier espanhol se encontra no bom caminho. Conheço poucas credenciais mais abonatórias para um político do que ser alvo de manifestações de rua por parte dos sectores mais pacoviamente beatos e ultramontanos do país que dirige.
Surge agora a legislação contra o consumo de tabaco em locais públicos, que entrou recentemente em vigor no país vizinho. Também aqui, era inevitável um movimento de crispação por parte daqueles que, cronicamente dados à vitimização, se julgaram visados por aquilo que, no fundo, não passa de um conjunto de medidas impregnadas de bom senso, cujo fim principal é o de proteger os cidadãos da exposição à prepotência do fumo alheio.
A reacção de Francisco José Viegas é, deste ponto de, vista típica: mau grado o tom de conscienciosa moderação («Só fumo nos locais permitidos. Não violo a lei.», como se isso fosse proeza digna de louvor, e não o mais elementar dos deveres), consegue encapsular em poucas linhas os três principais lugares-comuns da contra-argumentação canónica dos tabagistas descontentes:
- o mito da "perseguição" (como se o maior prazer de um governo fosse, sadicamente, perseguir os fumadores)
- o espantalho do "moralismo" (como se a moral fosse tida ou achada para esta questão, que não sai do foro da saúde pública)
- a alusão a práticas fascistas (que eu me recuso a qualificar)
Senhor Rodríguez Zapatero, sugiro-lhe humildemente que traga à conversa estes assuntos aquando da próxima cimeira ibérica. Entre uma tapa e um pastel de bacalhau talvez consiga fazer do seu homólogo português um seu émulo, pelo menos no que as estas sadias e corajosas medidas diz respeito.
SUGESTÃO PARA OS TEMPOS LIVRES: Pediram-nos que divulgássemos o seguinte presse-rilize, que, por não conter nada de contrário à moral vigente nem aos brandos costumes nacionais, passamos a transcrever:
A 9ª edição da International Conference of the Short Story in English vai decorrer, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre os dias 21 e 25 de Junho de 2006. Trata-se de um evento que tem por objectivo pôr em contacto escritores, críticos e apreciadores de conto. Este encontro apresenta a característica de associar os escritores de língua inglesa aos do país onde se realiza, promovendo, ainda, o diálogo entre autores em início de carreira e outros já consagrados. Assim sendo, contaremos, em Portugal, com a presença de Amy Tan, Bharati Mukherjee, James Alan MacPherson, Minoli Salgado, Cynthia Ozick e muitos outros, bem como de [sobre este nome caiu uma gota de chá vermelho baunilhado], Catarina Fonseca, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Jacinto Lucas Pires, João Aguiar, João de Mancelos, Jorge Vaz de Carvalho, Luísa Costa Gomes, Onésimo Teotónio de Almeida, Rui Zink, Teolinda Gersão e Urbano Tavares Rodrigues, e de críticos como Charles May, George Monteiro, Susan Lohaffer ou Rolf Lunden.
Haverá sessões de leitura por todos os escritores e cinco workshops de escrita criativa sob orientação de Amiri Baraka, Francine Prose, John Edgar Wildeman, Katherine Vaz e Rui Zink.
Lista completa de autores e mais informações em www.fl.ul.pt/eventos/short_story, onde se podem fazer as inscrições e propor comunicações, debates ou painéis sobre o tema (data limite das propostas até final de Janeiro)
quinta-feira, janeiro 12, 2006
LEVAR AO LUME DURANTE MEIA HORA, MEXER BEM: Isto é assim, como tenho andado com pouco tempo, decidi coligir num só post uma mancheia de tópicos breves que espero desenvolver em ocasiões próximas.
- Vai começar amanhã o torneio de xadrez "Corus", em Wijk aan Zee, na Holanda.
- "Broken Flowers" (filme sobre a desagregação do sentido) e "Rois et Reine" (elogio oblíquo mas categórico da procura de um "sentido" na vida) não tão contraditórios como isso?
- Para uma ética e uma estética do gato perdido (entrevistas de rua na Grande Lisboa).
- Momentos kleistianos em "Jakob von Gunten", de Walser.
- Abertura ao público do Jardim Ponge.
- Citações republicanas.
- Bombons Mozart da Mirabell à venda no Continente do Colombo! Choque! Espanto!
- A francofobia é a doença do espírito mais disseminada do mundo hoje em dia.
- Novo CD da Fiona Apple é um portento.
- Quem anda com quem nos "Morangos": abordagem baseada na teoria dos grafos.
- Como criar um mito urbano, de uma semana para a outra, a partir de uma oficina de sapateiro no Bairro dos Actores.
- Momentos kleistianos em Stendhal.
EPÓNIMOS: Parece-me ter escapado às Forças Vivas da nação que este ano de 2005 viu estrear nada menos de três filmes portugueses cujos títulos consistiam singelamente em nomes próprios, por acaso todos eles femininos: "Adriana" (Margarida Gil), "Alice" (Marco Martins) e "Odete" (João Pedro Rodrigues).
Trata-se, no fundo, de mais uma confirmação de uma tendência muito arreigada no cinema luso, e que não é de hoje. Basta recordar obras como "Francisca" (Manoel de Oliveira), "Silvestre" (João César Monteiro), "Ana" (António Reis e Margarida Cordeiro), "Glória" (Manuela Viegas) e "Jaime", que é nome de não um mas dois filmes portugueses (outra vez António Reis, o primeiro, António Pedro Vasconcelos o mais recente). Em "Benilde ou a Virgem Mãe", Manoel de Oliveira é salvo pelo gong do título alternativo.
terça-feira, janeiro 10, 2006
AS MINHAS GANDAS CENAS: Na sequência deste desafio, não resisto a meter a minha colherada.
Três cenas cuja cotação no meu imaginário cinéfilo nunca deixaram de estar em alta, indiferentes ao tempo, a ventos, marés e a quaisquer sextas-feiras negras.
1) A cura do rapaz gago no prológo de "O Espelho", de Tarkovsky.
2) A cena final de "Miller's Crossing", dos irmãos Coen (Gabriel Byrne e o seu chapéu, o mais improvável dos fetiches, dupla de sonho).
3) A visita ao Louvre, em tempo recorde, de Sami Frey, Anna Karina e Claude Brasseur, em "Bande à Part" de Godard.
Uma busca muito rápida não chegou para encontrar as imagens respectivas. Tentarei voltar a tentar (tentativamente).
segunda-feira, janeiro 09, 2006
LEITURAS: Estou a ler uma recolha de contos de Luigi Pirandello. Acho desconcertante verificar até que ponto a faceta de ficcionista de Pirandello é tão menosprezada em Portugal. Em Itália, romances como "Uno, Nessuno e Centomila" ou "Il Fu Mattia Pascal" são considerados clássicos absolutos.
Nos contos de Pirandello, identificam-se com facilidade temas e obsessões presentes igualmente na sua dramaturgia: a clivagem entre o ideal e a imagem projectada para o exterior, a exposição de mundividências particulares em conflito (por vezes em paradoxal harmonia) com o mundo exterior, a infidelidade conjugal, o suicídio, as minúsculas epifanias da condição humana capazes de fazer coabitar o trágico, o cómico e uma forma mordaz de estoicismo perante a adversidade.
Do prefácio, de Lucio Lugnani, retive dois pontos que me interessaram:
- a ideia da obra de Pirandello como um todo, indivisível, concretizado e ilustrado pelas instâncias (romances, contos e peças) que o servem; cada texto individual como uma janela que oferece ao leitor uma nova perspectiva sobre um imago mundi englobante que coincide com a própria razão de ser do artista Pirandello
- a elaboração da grande recolha "Novelle per un anno" (1922). No prefácio a esta magna antologia da sua ficção curta, o próprio Pirandello dá a entender que o seu propósito original era (respeitando o título escolhido) o de coligir 365 contos, repartidos em 12 volumes, e que só a obstinação em contrário do seu editor disso o teria demovido. Tal propósito colide frontalmente com este simples facto: até à data, Pirandello tinha escrito pouco mais de 200 contos. Parece haver, portanto, uma tentativa tongue in cheek de edificar uma micro-ficção pessoal, na qual o autor se encena como autor incompreendido. Como se o seu apetite pelo fingimento e a sua voracidade ficcional exigissem vários níveis concêntricos para se espraiar.
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS: Na Sala Doutor Félix Ribeiro da Cinemateca Portuguesa, à Barata Salgueiro (pois claro), um jovem lia, absorto comme il se doit, "El Laberinto de la Soledad", de Octavio Paz.
Octavio Paz em versão original! Antes do "Couraçado Potemkin"! Quarenta pontos de bónus.
Podem algumas vozitas da reacção argumentar que visitar a Cinemateca para descobrir leitores em lugar público não passa de voyeurismo intelectual, e, em todo o caso, constitui violação do espírito eminentemente aleatório que sempre presidiu a esta rubrica, cujo centro de gravidade se tem situado nos transportes em comum desde a primeira hora.
A esses amigos da insinuação eu limito-me a responder que, primo, eu queria mesmo ir ver o Eisenstein. Secundo, a vida de um coleccionador de ensimesmamentos bibliófilos alheios não está, na Cinemateca, tão facilitada como se poderia esperar. A ausência de bancos decentes, a débil iluminação, e outrossim a concorrência do bar/restaurante convidam, com perene convicção, o visitante a actividades extraliterárias.
Entre Octavio Paz e os peixinhos da horta, ou os espinafres "39 degraus", nem sempre a escolha recairá sobre o primeiro!
(Havia um gato no "Couraçado", aspecto negligenciado por décadas de exegese.)
sexta-feira, janeiro 06, 2006
VENHAM MAIS CINCO: A variedade "5 Bagas" da Margão tem cinco tipos de pimenta diferentes: pimenta preta, pimenta rosa, pimenta branca, pimenta da Jamaica e pimenta verde desidratada.
Podem tirar-me muita coisa, mas não me podem tirar a portentosa antecipação desta sápida experiência.
"Sápida" é uma bonita palavra. Fim do post.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
CINEMA: "O Fatalista", de João Botelho. Por culpa do acaso, e não por qualquer predisposição negativa, desconheço quase por completo a obra de João Botelho, esse grande benfiquista. (Paulo Rocha é outro realizador ao qual se aplica exactamente o mesmo.) Ao sair da sala onde era exibido este "O Fatalista", senti bastas razões para me recriminar por tamanha negligência. Esta adaptação de Diderot resultou num filme que consegue combinar densidade com uma ligeireza de métodos e soluções que, aqui e além, se converte em puro estado de graça.
O feito mais notável de Botelho, a meu ver, é o de ter equilibrado as componentes de sátira social e de fábula filosófica, sem abdicar de uma aposta num cómico abrejeirado que, neste caso, resulta plenamente (se bem que com excessos ocasionais). Formalmente, constata-se uma interessante e maliciosa exploração de diferentes dispositivos narrativos: contar uma peripécia, vivê-la ou reencená-la equivalem-se, nesse nenhures linear que é a estrada percorrida por Tiago e pelo seu patrão, espaço desancorado de qualquer referência, onde memórias, ilustrações de teses e a urgência do momento presente se justapõem. Notas de rodapé narrativas e longas digressões (o suculento episódio protagonizado por Rita Blanco e José Wallenstein) coexistem amigavelmente, sem prestar vassalagem nem à cronologia nem à verosimilhança, mas sim à reiterada confirmação de que "tudo está escrito". Nunca uma refutação do livre arbítrio terá sido tão jubilosa... Se tudo está escrito, pouco importa que o escritor seja um Deus que joga distraidamente aos dados ou um argumentista de cinema. O fatalista é o mais feliz e despreocupado dos homens, ainda que a vida não lhe traga nem sorte aos amores nem libertação da sua condição servil, ainda que a sua vulnerabilidade ao arbítrio alheio lhe retire qualquer ilusão sobre a possibilidade de alterar o seu destino, até à perversidade suprema: os três finais alternativos para a sua aventura amorosa, mutuamente incompatíveis - ou talvez não - e apresentados por um argumentista e por um realizador tornados personagem, demiurgos à paisana que protagonizam uma derradeira cabriola formal, perfeitamente coerente com o espírito do filme.
O cinema passa por isto: explorar ideias sem as tornar visíveis, transpô-las para imagens e palavras nem vãs nem denotativas, ter atenção aos corpos, aos rostos e à luz, ocupar o tempo do filme sem essa obsessão pela eficácia narrativa que demasiadas vezes surge como o mais potente inibidor da criatividade no cinema. E lutar por se manter fiel às suas ideias, que é a única maneira de respeitar o espectador.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
AVISO ÀS FAMÍLIAS PORTUGUESAS: Há mais fotografias de gatos no blog de xadrez "Daily Dirt"!!!
(Incluindo um gato a tentar beber água de um copo, com óbvias dificuldades. Nem maiores nem menores do que as que um ser humano sentiria para lamber leite do fundo de um pires.)
Felizmente, este excelente blog, apesar de ser subordinado ao xadrez, não fala só de xadrez, mas também de outros temas, como gatos.
INQUALIFICÁVEIS QUALIFICATIVOS: Num poema de Jorge de Sena, que li recentemente, Paul Valéry é chamado de "cretino":
(...)
Filho de Pasifaë, foi irmão de um verso de Racine,
que Valéry, o cretino, achava um dos mais belos da «langue».
(...)
("Em Creta, Com o Minotauro", in "Peregrinatio Ad Loca Infecta".)
E isto poucos dias depois de ter visto Afonso Costa, outro dos meus ídolos absolutos, apodado de "facínora"! (Gostaria deveras de ficar a saber as circunstâncias em que Afonso Costa terá apelado ao assassinato do rei D. Carlos, e de que fontes consta uma referência a esse apelo.)
O que se seguirá? Escutar ou ler que Heinrich von Kleist era um violador, um ladrão de cavalos e um destruidor de casamentos, e que se inspirava no seu próprio exemplo para redigir as suas obras literárias?
RÁDIO NOSTALGIA: Do "Contra-Informação" de hoje constava um sketch envolvendo Marques Mendes, com acompanhamento musical de um fabuloso tema que, só por si, teria bastado para assegurar a imortalidade dos Talking Heads: "Once In a Lifetime".
Achei a ideia arrojada, largamente digna do aplauso deste que, para além do seu day job de humilde apóstolo da causa kleistiana, é também fervoroso vassalo da banda lendária de David Byrne, a maior de todos os tempos de entre todas aquelas que não vieram de Liverpool.
KINDNESS OF STRANGERS: O 2+2=5 achou por bem eleger-nos entre os 10 melhores blogs de 2005. Trata-se, notoriamente, de um erro de procedimento, visto que o único galardão a que o 1bsk poderia aspirar seria o de "blog mais negligenciado pelos seus donos e autores, de sempre e de todo o sistema solar".
Ainda que imerecida, agradeço a distinção à rapaziada do 2+2=5.
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