terça-feira, março 07, 2006
DEUS QUER, O HOMEM SONHA...: Já tardava o momento da primeira menção neste blog à escala Scoville, que mede o grau de pungência das malaguetas.
Desde os primórdios da história que o Homem se esforça por medir e quantificar todos os fenómenos que presencia, desde os mais óbvios até aos mais subtis e, na aparência, incomensuráveis. Parece-me, manifestamente, ser este o caso das malaguetas.
Assim se conclui que a escala de Scoville representa uma das realizações mais supremamente gloriosas do Génio Humano!
Na escala de Scoville, as malaguetas mais picantes, as "Habenero" e as "Scotch Bonnet", atingem um valor que pode chegar aos 300 000.
Para um palato europeu, porém, presumo que exista um fenómeno de compressão de escala para lá de um certo limiar: a capacidade para distinguir entre, digamos, 10 000 e 20 000, deve depender menos da acuidade gustativa do que da intensidade da dor sentida nas mucosas bucais e na língua.
(Estou disposto a assinar compromisso de honra em como este post e este enlace não são apenas débeis pretextos para empregar o vocábulo "pungência".)
CURSO DE CHURRASCO: Chegou à minha caixa de correio uma mensagem de uma certa Luciana Souza, cujo assunto era "Curso de churrasco", e que o obtuso filtro do Yahoo! classificou levianamente como "Spam". Um curso de churrasco era talvez aquilo de que eu necessitava para colorir a minha vida. Zeus é grande, este blog é pequenino, o Jardim Ponge definha por falta de cuidados do jardineiro que sou eu, e vai sair mais um livro do Walser muito em breve. E a primavera?
segunda-feira, março 06, 2006
NEM HOLLYWOOD NEM SUNDANCE: Nem Hollywood nem Sundance, esta poderia ser uma divisa de Paul Auster, que se prepara ("Público" de 25 de Fevereiro) para rodar, perto de Lisboa, a sua nova longa-metragem. Eis uma declaração de intenções com a qual não posso deixar de simpatizar. Hollywood não passa de uma máquina de sorver e distribuir dólares (nem sempre a contento de todos), que há muito deixou de ter seja o que for a ver com qualquer coisa aparentada à criatividade ou à integridade artística. Quanto ao festival independente de Sundance, quer-me parecer, por amostras que têm atravessado o meu caminho, e por opiniões alheias, que os filmes que por lá medram e recolhem graúda soma de galardões estão demasiado próximos da órbita hollywoodesca, das suas categorias e dos seus ditames, e acima de tudo dos seus espartilhos, para se afirmarem como reais alternativas.
O cinema verdadeiramente estimulante e original que nos chega dos EUA (Hartley, Lynch, Jarmusch, Van Sant...) encontra-se não apenas (e necessariamente) nos antípodas de toda a lógica mercantilista de Hollywood, mas também razoavelmente alheado dessa noção de cinema "independente" formatada e bem comportada que enche de júbilo todos aqueles que aplaudem, embevecidos, sempre que os Óscares premeiam filmes como "American Beauty" e "Brokeback Mountain", como quem diz, «Vêem? Afinal a Indústria também sabem premiar a ousadia e a inteligência. Aqui está a riqueza e a força do cinema americano.».
Houve um tempo em que eu seguia com entusiasmo as entregas dos Óscares, e houve um tempo em que as repudiava de forma quase, digamos, militante. Hoje em dia, a minha reacção é de indiferença total, e tão impenetrável como a convicção de que nada do que se passa naquele auditório, naquela noite, tem a ver com cinema.
(Resta-me desejar que, das excelentes intenções de Auster, admirador de Satyajit Ray, Ozu, Bresson e Bergman, nasça algo menos auto-indulgente e formalmente mais vigoroso do que aquilo que ele teve oportunidade de produzir até hoje, em matéria de sétima arte.)
sexta-feira, março 03, 2006
ANNIE AIME LES SUCETTES/LES SUCETTES À L'ANIS: E já que estamos numa de pegar em deixas do eminentemente parabemizável Memória Inventada, que com raro brio entra também no seu 4º ano, não resisto a evocar outro exemplo do apetite insaciável do público francês pelos arquivos televisivos, também este envolvendo Serge Gainsbourg. Uma das mais celebradas anedotas da história da canção francesa envolve France Gall, cantora da minha predilecção, e para quem Serge, com quem esteve romanticamente envolvida, compôs o tema de sucesso "Les Sucettes" ("Os Chupa-chupas", em tradução literal, se bem que pouco elegante). Consta que France, com toda a incorrupta candura de que era capaz uma jovem francesa dos anos 60, só muito mais tarde atingiu o segundo sentido brejeiro da canção, onde a dada altura se diz:
Lorsque le sucre d'orge
Parfumé à l'anis
Coule dans la gorge d'Annie,
Elle est au paradis.
Mais tarde, Michel Berger, cantor e compositor de nomeada (precocemente desaparecido) e ulterior parceiro romântico de France Gall, reprovou a Gainsbourg ter-se tão despudoradamente aproveitado da inocência da mocita; e fê-lo no decurso de uma dessas emissões de variedades condimentadas com (nem sempre amenas) cavaqueiras, tão ao gosto francês. E posso garantir que chega a ser embaraçoso assistir a uma tão leviana evocação titubeantemente plantada nos terrenos da ética, da biografia e do puro ajuste de contas.
(Quanto à interpretação que o próprio Gainsbourg faz de "Les Sucettes", o mínimo que se pode dizer é que pouco é deixado à imaginação do ouvinte. Todo o cabotinismo de que ele era capaz posto ao serviço da personificação de um velho porco e vagamente safado.)
ATRACTOR SUBURBANO: É verdade, Vasco, que Massamá funciona como incontornável atractor para as minhas incursões sociológicas fictícias. Quem me dera que as coisas se ficassem por aí. Mas sucede também que ambiciono escrever um bildungsroman cuja acção terá centro de gravidade num bar karaoke da Ramada, Odivelas. E isso, convenha-se, ameaça os limites do socialmente aceite.
quarta-feira, março 01, 2006
JÁ RESISTIMOS MAIS TEMPO DO QUE MUITOS GOVERNOS CONSTITUCIONAIS: Cumprem-se hoje 3 anos sobre o primeiro post do 1bsk. Nesses tempos, eu era jovem e inconsciente, os meus cabelos ondulavam ao vento, e ouvia Jethro Tull pela noite dentro. Hoje, quer-me parecer que um dos pouquíssimos denominadores comuns que subsistem entre a minha vida de então e a de agora é esta coisa verde e exasperante, que consumiu mais da minha atenção e tempo do que seria sensato, mas muito menos do que eu desejaria.
Por mais que a minha vida dê piruetas e mortais à retaguarda, espero que o futuro próximo me traga as migalhas de tempo e ânimo necessárias para, sob o alto patrocínio de Kleist, contnuar a defender as causas de sempre: Igualdade, Liberdade, Fraternidade, o pensamento crítico, o cinema sisudo e intelectualóide, bolos de arroz, a memória do Dr. Sousa Martins, o xadrez, e todos, todos, mas mesmo todos os gatinhos perdidos do mundo!
(Obrigado, leitores.)
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
XADREZ: O mítico torneio de Linares, por vezes apodado de "Wimbledon do xadrez" por jornalistas sem imaginação, reparte-se, este ano, entre dois continentes: apenas a segunda metade decorrerá na vila espanhola que lhe deu o nome, ao passo que a primeira metade, que já se iniciou, está a ter lugar em Morelia, México.
(Na era da deslocalização, tais tropelias já não são de molde a surpreender. Porém, todos esperamos que estas derivas geográficas não saiam dos limites do razoável. Nos dias que correm, os torneios até que poderiam decorrer via Internet, sem que cada jogador fosse obrigado a abandonar a sua cidade de residência. Transformar os grandes-mestres em trotamundos, para benefício de patrocinadores e edilidades, pode ter o seu encanto, e agradar aos fãs, mas corre-se o risco de transformar um torneio de xadrez numa manifestação circense.)
Para já, o líder isolado é o húngaro Péter Lékó. O campeão do mundo Veselin Topalov está a realizar um torneio com mais baixos do que altos.
Infelizmente, o meu ídolo Vassily Ivanchuk acaba de averbar duas derrotas consecutivas. E isto apesar do cuidado que coloca em limpar escrupulosamente o tabuleiro e as peças...
...chegando ao ponto de falar com elas, baixinho, talvez para lhes dar coragem, ou para as reconfortar antes da dura batalha que se avizinha.
«Vá lá, querido peão, sê bonzinho... Sê ajuizado. Vai até à 8ª fila, promove-te, transforma-te em Dama para me fazeres ganhar este jogo tão importante...» (Fotos de Nadja Woisin.)
(Podem ver aqui esta extraordinária performance, em vídeo.)
...chegando ao ponto de falar com elas, baixinho, talvez para lhes dar coragem, ou para as reconfortar antes da dura batalha que se avizinha.
«Vá lá, querido peão, sê bonzinho... Sê ajuizado. Vai até à 8ª fila, promove-te, transforma-te em Dama para me fazeres ganhar este jogo tão importante...» (Fotos de Nadja Woisin.)
(Podem ver aqui esta extraordinária performance, em vídeo.)
TOP 25 DO CINEMA PORTUGUÊS (1): No "JL" dos passados dias 1 a 14 de Fevereiro, foi publicada uma lista dos melhores filmes portugueses dos últimos 25 anos, resultante da votação de um painel composto por 19 críticos.
Os resultados, a meu ver, forneceram uma proporção apreciável de surpresas. Mas vamos por partes. Antes de mais, para quem não teve acesso à lista, aqui ficam os 10 filmes mais votados:
1. Noite Escura (João Canijo)
2. Francisca (Manoel de Oliveira)
2. Recordações da Casa Amarela (João César Monteiro)
4. Os Mutantes (Teresa Villaverde)
4. Um Adeus Português (João Botelho)
4. Vale Abraão (Manoel de Oliveira)
7. A Comédia de Deus (João César Monteiro)
7. O Delfim (Fernando Lopes)
7. Ossos (Pedro Costa)
7. Vai e Vem (João César Monteiro).
Da lista dos 25 melhores (na realidade são 28, devido aos empates) constam ainda os seguintes realizadores: Marco Martins, António Pedro Vasconcelos, Mário Barroso, Paulo Rocha, Margarida Cardoso, José Miguel Ribeiro, Manuel Mozos, António Reis e Margarida Cordeiro, João Pedro Rodrigues, João Mário Grilo, José Fonseca e Costa e José Nascimento.
De entre as ausências mais notórias, permito-me salientar duas: Jorge Silva Melo e José Álvaro Morais. E se do primeiro ainda se pode dizer que tal se terá devido a uma obra relativamente esparsa, sem que nenhum filme se destaque marcadamente dos demais (mas nem "Ninguém Duas Vezes" nem "António, Um Rapaz de Lisboa" desmereceriam deste elenco), o caso de José Álvaro Morais assume, a meu ver, foros de escândalo. Como é possível que "O Bobo", esse filme imenso, não figure entre os maiores do cinema português, de todos os tempos? Isto sem menosprezo para com "Peixe Lua" e "Quaresma", bem entendido.
(A Rodagem de "O Bobo" teve o seu início em 1979, embora o lançamento tenha ocorrido apenas em 1987. Espero não ter sido este um critério de exclusão, numa lista confinada aos últimos 25 anos.)
(continua...)
PARA UMA ÉTICA E UMA ESTÉTICA DO GATO PERDIDO (2):
(entrevistas de rua)
«Gatos perdidos? Bem, eu tive um gato que era perdido antes de o ser. Mesmo dentro de casa, perdia-se com muita frequência. Era vê-lo, no corredor, de focinho alçado, com o ar mais compenetrado do mundo, incerto do caminho. Causava um certo dó vê-lo tão à míngua de olfacto, de instinto, e de outras coisas que os gatos costumam possuir em enorme abundância. E nem é que o apartamento fosse grande, não passava de um T2 nas Avenidas Novas. Bem, na realidade, estou a faltar à verdade. Não era um T2 nem era nas Avenidas Novas, era uma mansão colonial no Estado da Virgínia. E não era um gato, mas sim um porquinho da Índia. E nada disto se passou na realidade, trata-se de uma história curta da Carson McCullers, ou de um seu seguidor, dos mais talentosos. Carson parece nome de homem mas ela era uma mulher. Ah ah. Passe um bom dia.» (U.M., treinador de salto em altura, Vialonga.)
«O que é um gato perdido? É um gato que não consegue encontrar o caminho de volta. Mas o caminho de volta, essa entidade ectoplásmica que tanta gente supostamente douta teima em reificar, exige alguém que o percorra, que o individualize de entre a miríade de caminhos que se abrem ao livre arbítrio humano, neste caso felino. Sem sujeito, não há caminho. Daqui decorre que um gato apenas se pode considerar perdido quando deixa de o ser, quando desbrava o espaço virgem que o separa do lar e do pirezinho de leite, conquistando o direito ao seu estatuto e ao mimo dos donos, que, por sinal, nunca é em quantidade suficiente.» (A. S., estenodactilógrafa, Dafundo.)
«É interessante que me tenha colocado essa pergunta, pois encontro-me precisamente a redigir uma tese sobre a omissão de figuras felinas na história da arte ocidental. Ocupo-me sobretudo do período impressionista. Nem todos os amadores se dão conta da subtileza de que um Monet deu mostras ao evitar inserir gatos na sua série dos Nenúfares. Cada quadro traz consigo uma nova e original aproximação ao tema, uma nova forma de declinar o leitmotiv da ausência de corpo peludo e rechonchudo, vagamente entediado.» (R.C., funcionário dos serviços postais, Massamá.)
Claude Monet, "Nymphéas", 1916-1919.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
JARDIM PONGE(2):
É de bom tom desconfiar sempre que algo, seja poeta ou perfume de gelado, aparece definido pela negativa. Mas há casos que manifestamente a tal se prestam. Ponge é um deles. Ponge desconfiava da famosa afirmação de Rimbaud
«je travaille à me rendre voyant»
(de uma carta a Georges Izambard de 1871, datada dois dias antes de uma outra, a Paul Demeny, onde esta ideia é explorada com maior profundidade).
Ponge era um poeta da materialidade, um cultor da expressão enquanto labor, radical e programaticamente alheio a qualquer forma de vidência.
«Cela dit, il fallut attendre plusieurs siècles
(Pour que l'on rebaisse les yeux
Et regarde à nouveau par terre.)»
(escreveu ele no seu poema em movimento "La Figue").
E agora, como a intempérie deixou marcas neste pequeno jardim, vou muito ladinamente dedicar-me a apanhar alguns ramitos caídos.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
O VOS OMNES QUI TRANSITIS: Hoje li uma frase que, por razões difíceis de compreender, me prendeu a atenção. Vem no "Penguin Guide to Compact Discs". Reza assim: «Alessandro Stradella wrote church music which combined drama with remarkable serenity and expressive beauty.»
Quem dera a muitos escritores portugueses (pertencente a uma das famigeradas capelinhas ou melancolicamente fora delas) esta desempoeirada concisão formal e este poder expressivo sereno e discreto. Stradella (1644-1682) foi um compositor italiano, morto barbaramente em Génova a golpes de punhal, por um assassino contratado ou (segundo as fontes) por uma amante ciumenta.
A PROPÓSITO DE UM SUECO SISUDO: Há um site sobre Bergman que é uma descoberta recente, e que promete muito.
OS DEZ MELHORES FILMES DE 2005: O meu filme preferido do ano que há pouco findou foi "Saraband", de Ingmar Bergman.
Regra geral, alusões a uma hipotética "idade de ouro" do cinema provocam-me urticária.
Após assistir a "Saraband", porém, senti que tinha estado perante um objecto vindo de longe, de tempos distantes em que o cinema era ainda uma aventura intelectual constante, e em que a ousadia artística ganhava uma relevância vital na opinião pública.
Talvez esteja a romantizar uma época que não vivi. Se assim for, seja: os despojos que deles me chegaram parecem autorizar todos os devaneios sobre os anos em que Fellini, Buñuel, Antonioni, Bresson, o próprio Bergman, povoavam os ecrãs da Europa com estimulante regularidade.
"Saraband", para além desse filme assombroso que é, surge também como exaltante nota de continuidade numa carreira assombrada por uma questão que parece, por vezes, capaz de aglutinar todas as demais:
Como fazer coabitar, numa só vida, os tormentos existenciais e as emoções humanas?
Regra geral, alusões a uma hipotética "idade de ouro" do cinema provocam-me urticária.
Após assistir a "Saraband", porém, senti que tinha estado perante um objecto vindo de longe, de tempos distantes em que o cinema era ainda uma aventura intelectual constante, e em que a ousadia artística ganhava uma relevância vital na opinião pública.
Talvez esteja a romantizar uma época que não vivi. Se assim for, seja: os despojos que deles me chegaram parecem autorizar todos os devaneios sobre os anos em que Fellini, Buñuel, Antonioni, Bresson, o próprio Bergman, povoavam os ecrãs da Europa com estimulante regularidade.
"Saraband", para além desse filme assombroso que é, surge também como exaltante nota de continuidade numa carreira assombrada por uma questão que parece, por vezes, capaz de aglutinar todas as demais:
Como fazer coabitar, numa só vida, os tormentos existenciais e as emoções humanas?
domingo, fevereiro 12, 2006
BOICOTES E CONTRA-BOICOTES: O escritor egípcio Naguib Mahfouz, prémio Nobel da literatura, declarou apoiar o boicote aos produtos dinamarqueses, afirmando, entre outras coisas, que "o mundo só compreende a linguagem da força", e que "há que fazer a distinção entre liberdade de expressão e o desrespeito pelos símbolos religiosos".
Pelo que me toca, vou boicotar os livros de Naguib Mahfouz. Tenho dois romances seus na minha estante, e vou abster-me de os reler.
Não haverá por aí ninguém que me queira boicotar a mim?
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
NOCTURNO: A meio da noite, confundi (não pela primeira vez) o distante rumor do tráfego na 2ª Circular com uma qualquer obra de música erudita contemporânea, proveniente do apartamento de um hipotético vizinho melómano e insone.
Todos temos um Arvo Pärt dentro de nós, ou, à falta disso, dentro do motor das nossas viaturas.
PROMESSAS: O 1bsk nunca foi parco em promessas. E porquê abandonar tão amável via?
Dentro em breve, conte o estimado leitor com a divulgação integral da ementa do jantar de homenagem oferecido pela classe médica ao Dr. Sousa Martins, em 1897, após a Conferência Sanitária de Veneza em que este participou.
Não sei se tal divulgação será oportuna, nem se o Dr. Marques Mendes a consideraria prioritária, em vista do periclitante estado da economia nacional. Mas há ocasiões na vida em que o bom senso cede perante o poder evocativo de uma Suprême de Volaille à la Maréchale.
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