sexta-feira, julho 14, 2006
14 DE JULHO É REVOLUÇÃO: Num símbolo, cabe aquilo que cada um quiser. A tomada da Bastilha não foi um momento absolutamente determinante no desenrolar da Revolução Francesa. Outras datas, como o juramento do Jeu de Paume, ou a instauração da Primeira República, vêm à ideia quando se procuram acontecimentos fulcrais deste período. Mas talvez a sua relativa (sublinho o "relativa") irrelevância histórica tenha contribuído para reforçar a sua carga simbólica. Num símbolo, cabe aquilo que cada um quiser. Assim, aqueles que viram (apetecia-me usar o presente em vez do pretérito) na Revolução a fonte de todos os horrores da modernidade, associam ao 14 de Julho tudo aquilo que a França conheceu de atroz durante esses anos: os sangrentos excessos do Terror, a tirania, o caos institucional. Eu prefiro recordar que esta data, e a bandeira tricolor, e mais uns quantos símbolos, poderosos pela sua simplicidade, serviram de inspiração a muitos homens e muitas mulheres que ajudaram a libertar a Europa de tiranias e prepotências, e que contribuíram para a conquista de liberdades que todos nós, hoje, encaramos com tanta naturalidade como se fossem acidentes da paisagem.
Em tempos, estranhei que a Revolução Francesa fosse tomada como a baliza que marcava o início da história contemporânea. Hoje, essa convenção parece-me auto-evidente. Quase tudo começou aqui. Os conceitos fundamentais da política moderna, da cidadania, dos direitos humanos, nasceram aqui, ou daqui retiraram impulso decisivo. E isto já não tem a ver com símbolos.
terça-feira, julho 11, 2006
DOIS LAPSOS DE LINGUAGEM, DOIS:
- Em mais uma reportagem de um canal televisivo sobre o Mundial, o locutor, arfando improvisados lugares-comuns, declarou a páginas tantas que "Portugal tinha ganho respeito pelos alemães", querendo dizer (mas isto sou eu a supor, claro) que "Portugal tinha ganho o respeito dos alemães".
- Numa entrevista ao grande-mestre de xadrez norte-americano Maurice Ashley, menciona-se o Aikido como sendo uma "marital art".
sexta-feira, julho 07, 2006
JARDIM PONGE: À míngua de tempo para tratar do meu Jardim Ponge, agora transformado em selva, recorro à sub-contratação:
«Disso é exemplo a poética de Francis Ponge: ao propor-se tomar o partido das coisas, que é também ter em conta a linguagem, ela responde à exigência de interromper a relação sujeito-objecto e desse modo abandonar a doxa, os valores que a constituem, e que são já uma significação imposta a partir daquele tipo de polaridade, um modo de parar a relação com o exterior. Pretender "tomar o partido das coisas" é antes de mais conceber o valor da decisão fora de qualquer arrogância subjectiva (individual ou colectiva). A poesia vale, testemunha o que vale, porque, diz Ponge, "há no homem uma faculdade (não reconhecida precisamente como tal) de perceber que uma coisa existe justamente porque ela será sempre incompletamente redutível ao seu espírito".»
(Silvina Rodrigues Lopes, revista "Intervalo", nº 1)
OS ROUBADORES DE ÁGUA: Este post não é sobre João Miguel Fernandes Jorge, mas sim sobre o número 9 da revista "Aguasfurtadas", cuja data de lançamento estava marcada para ontem, dia 6. Não estive presente, espero que tenha sido de arromba. Penitenciando-me pelo atraso, não me parece que seja inoportuno recordar que este número 9, disponível nas livrarias e através de pedidos directos para jup@jup.pt, é um número que promete, e senão vejamos: inclui textos de Inês Lourenço, Tiago Gomes, Rui Lage, Pedro Ribeiro, Marcelo Rizzi, Adrienne Rich, Virginia Woolf, Filipe Guerra, entre muitos outros, para além de trabalhos inéditos de vários fotógrafos e artistas plásticos, e ainda um CD com obras de Alexandre Delgado, Ruben Andrade, Dimitris Andrikopoulos e do grupo de jazz Espécie de Trio.
O Leitor pode (e deve) roubar 35 segundos à sua frenética agenda para assistir ao primeiro vídeo de promoção deste número nove, aqui:http://www.youtube.com/watch?v=MZ4rtoXgMfw.
Durante anos fui obcecado pelo número 9, por causa da "Vida Nova" do Dante, esse Guelfo Branco no meio de Guelfos Negros.
segunda-feira, julho 03, 2006
CINEMA:
Revisitando "Eyes Wide Shut":
Tornou-se um lugar-comum afirmar dos grandes filmes que permitem ao espectador descobrir coisas novas a cada visionamento. "Eyes Wide Shut" é candidato a excepção. Ao revê-lo, instala-se em mim a convicção de que o último filme de Kubrick nada mais tem para revelar. Não existem nuances por explorar, nem detalhes ocultos que apenas a atenção do espectador avisado permitisse isolar. Tudo funciona como se o filme tivesse feito o seu trabalho, e, nos visionamentos subsequentes, actuasse como um memento de si mesmo, uma máquina evocadora dos sórdidos fantasmas que são a sua própria substância. Na sua lisura, na sua glacial opacidade, "Eyes Wide Shut" devolve ao espectador a missão de enfrentar as suas inquietações, e de, por sua conta e risco, esboçar uma tentativa de fazer sentido daquilo a que assistiu.
Repare-se no olhar apreensivo de Tom Cruise. Ele teme pelo seu casamento, pela sua integridade física, e talvez pela sua sanidade mental. A aventura nocturna do Dr. Harford foi mais do que uma fantasia: aconteceu realmente, como o demonstram a máscara, o envelope que lhe é entregue através das grades do portão da mansão, e outros elementos. E, contudo, somos levados a pensar que aquela sucessão de peripécias grotescas e fantásticas (o encontro com a prostituta, a palavra de passe, a orgia mascarada) são demasiado típicas da imaginação perversa de um homem atormentado pelo ciúme e pela tentação do adultério para que possamos acreditar nelas. Com sobriedade, Kubrick coloca-nos num plano infinitamente mais subtil do que a simples dicotomia sonho/realidade. Talvez a angústia do Dr. Harford seja suficientemente potente para transtornar a narrativa que ele habita. Ao transformar uma simples visita à casa de um doente, acabado de falecer, numa rocambolesca e perigosa odisseia, a personagem subverte de dentro para fora a própria ficção que o envolve.
E o filme "mais não é" do que a crónica passiva dessa suprema subversão. Mas também pode ser muito mais do que isso. Não vale a pena é contar com indícios, dicas ou degraus. O que houver para descobrir não se encontra nas ruas daquela Greenwich Village de pacotilha, nem no semi-luxo doméstico da casa dos Harfords. Cabe ao espectador fazer a sua própria viagem até ao fim de alguma coisa. Ou então (sem dúvida mais cómodo), lembrar-se de que se trata "apenas de um filme" e regressar ao que interessa realmente (refiro-me à vida).
Repare-se no olhar apreensivo de Tom Cruise. Ele teme pelo seu casamento, pela sua integridade física, e talvez pela sua sanidade mental. A aventura nocturna do Dr. Harford foi mais do que uma fantasia: aconteceu realmente, como o demonstram a máscara, o envelope que lhe é entregue através das grades do portão da mansão, e outros elementos. E, contudo, somos levados a pensar que aquela sucessão de peripécias grotescas e fantásticas (o encontro com a prostituta, a palavra de passe, a orgia mascarada) são demasiado típicas da imaginação perversa de um homem atormentado pelo ciúme e pela tentação do adultério para que possamos acreditar nelas. Com sobriedade, Kubrick coloca-nos num plano infinitamente mais subtil do que a simples dicotomia sonho/realidade. Talvez a angústia do Dr. Harford seja suficientemente potente para transtornar a narrativa que ele habita. Ao transformar uma simples visita à casa de um doente, acabado de falecer, numa rocambolesca e perigosa odisseia, a personagem subverte de dentro para fora a própria ficção que o envolve.
E o filme "mais não é" do que a crónica passiva dessa suprema subversão. Mas também pode ser muito mais do que isso. Não vale a pena é contar com indícios, dicas ou degraus. O que houver para descobrir não se encontra nas ruas daquela Greenwich Village de pacotilha, nem no semi-luxo doméstico da casa dos Harfords. Cabe ao espectador fazer a sua própria viagem até ao fim de alguma coisa. Ou então (sem dúvida mais cómodo), lembrar-se de que se trata "apenas de um filme" e regressar ao que interessa realmente (refiro-me à vida).
O VEREDICTO: Por norma, falta-me a paciência para estes testes, que fazem as delícias dos meus colegas bloggers. Mas a este não resisti:
Você é A Cabana.
Você é o típico melancólico, que gosta de pensar e repensar na vida. Romântico, adora cenários intimistas e pela-se pela doce amargura de um coração partido.
Na cabana
Junto à praia
Entre as dunas e os canaviais
Só o vento
E o mar
E as gaivotas
Falam desse amor
(Via "Simples Sopros".)
E, a propósito, terei sido eu o único a reparar que os assobios larocas da canção "Love Generation" de Bob Sinclar apresentam semelhanças suspeitas com o "Como o Macaco Gosta de Banana"?
Até quando permitiremos que os estrangeiros pilhem impunemente aquilo que é nosso?
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LONGE DA VISTA: No "Metro" de hoje, chamou-me a atenção um anúncio de recrutamento de operadores de call-center em que um dos requisitos é "imagem cuidada".
Talvez seja ingenuidade minha, mas alimento certas dúvidas sobre a necessidade de um operador de call-center ter "imagem cuidada".
Vem-me à memória uma cena desopilante de "Radio Days" (que, por sinal, está longe de ser dos meus Woodies preferidos), em que uma das personagens manifesta indignação por a mulher (?) admirar um ventríloquo que ela só conhece através da rádio.
SEM DESCULPA: Coloco fim a um hiato de mais de uma semana sem escrever, desta vez sem desculpa nem atenuante, a não ser a absoluta falta de assunto. O que nem é dos menos válidos motivos, convenhamos.
(Aos espíritos apressados, apelo a que não sejam tentados a deduzir que a presente retoma é sintoma de ter algo de inadiável para transmitir. Um blog que tem medrado sob o signo dos bolos de arroz e da estátua do Doutor Sousa Martins não se acanha em investir no supérfluo.)
domingo, junho 25, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
XADREZ: Conforme prometido (pelo menos acho que prometi), aqui fica um rescaldo das Olimpíadas de Xadrez de Turim.
Pódio (sector masculino): 1º Arménia, 2º China, 3º E.U.A..
Vitória convincente da Arménia, nação que deu ao mundo o antigo campeão mundial Tigran Petrossian (que jogava sob as cores da U.R.S.S.), e que nunca deixou de ser uma potência da modalidade. Liderada pelo nº 3 do mundo Levon Aronian, a Arménia mostrou ser uma selecção compacta e regular, com todos os seus jogadores em grande momento de forma.
Surpresas agradáveis: Hungria (com uma equipa muito desfalcada, conseguiu guindar-se à 5ª posição), República Checa (terminou em 11º, mas chegou a ameaçar os lugares cimeiros) e Uzbequistão.
A principal desilusão foi, sem dúvida, a favoritíssima Rússia, que nunca convenceu, e que se afundou nas últimas rondas até uma impensável 6ª posição (e ex aequo com o 10º, a Espanha). A única boa notícia para os russos foi o regresso em bom nível de Vladimir Kramnik (campeão do mundo oficioso, afastado devido a doença nos últimos meses).
Outras desilusões: Índia (2ª do ranking e que acabou em 30º...), Inglaterra e Azerbeijão.
Pódio (sector feminino): 1º Ucrânia, 2º Rússia, 3º China.
Também aqui a Rússia era favorita, também aqui ficou arredada da medalha de ouro, se bem que neste caso tenha estado mais próxima da vitória. A aposta, por parte da Ucrânia, de colocar Natalia Zhukova no 1º tabuleiro, apesar de ser só a 3ª da equipa em termos de ranking, resultou em pleno.
Uma referência muito especial merece a equipa chinesa, medalhada de bronze. Este resultado é tanto mais espantoso quanto a China prescindiu das suas principais estrelas nesta competição.
Por fim, uma chapelada ao jornal austríaco Wiener Zeitung, que, tal como sucedera na edição anterior das Olimpíadas, apresentou informações estatísticas completíssimas e actualizadas diariamente sobre o evento. O ou os responsáveis por tão exaustiva compilação ocupam, estou certo, um cantinho muito especial no coração de muitos aficionados de xadrez por esse mundo fora.
(Em breve, o balanço da presença portuguesa nestas Olimpíadas.)
terça-feira, junho 20, 2006
MALHAS QUE O DUALISMO TECE: Feira do Livro do Porto, num domingo recente. A conversa entre José Saramago e Gonçalo M. Tavares inicia-se com 40 minutos de atraso, sem um único pedido de desculpas, e sem que da audiência expectante tenham surgido sinais de impaciência demasiado conspícuos. Mas adiante. Valeu a pena aguardar, quanto mais não fosse para presenciar a enérgica intervenção de uma participante, que, na sequência de uma intervenção de GMT sobre a impossibilidade de "desenhar a alma", afirmou que tal empreitada era escusada porque corpo e alma constituíam um só. Ou talvez fosse precisamente ao contrário. A interveniente não falou para o microfone, e as suas palavras perderam-se. Existe um conto de Barthelme no qual a nave Pioneer 10 fotografa duas almas humanas a caminho do Céu. As fotografias são pouco atraentes, ou mesmo vagamente repulsivas.
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS:
- Um voyeur de leituras em lugares públicos é obrigado a apurar o seu sentido de observação, e não irá longe se não for capaz de reconhecer padrões e cores de capas e contracapas, fontes de letra, manchas gráficas, etc., e isto parecendo não querer a coisa, mas querendo a coisa (está bem de ver). Há dias, na linha amarela do metropolitano, o subtil verde das edições de bolso da Mondadori saltou-me à vista. Mal ousando crer na minha sorte, mantive a calma até estar em condições de identificar título e autor. Dino Buzzati, "Un Amore", precisamente o último romance deste autor, e em versão original! Se a isto juntarmos que a leitora estava de pé, e que, dentro de um saco de plástico transparente, guardava um livro de Montesquieu (que não pude identificar), ouso crer que 50 pontos de bónus são amplamente justificados.
- No aeroporto de Fiumicino, em Roma, um cavalheiro lia as "Pensées" de Pascal.
- Na linha verde do metropolitano, uma senhora lia a "Utopia", na edição de bolso da Europa-América.
ROLL OVER, JEAN COCTEAU!: Ontem, ao ligar a televisão, eis que me entra pela casa adentro o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa discorrendo sobre as virtudes e limitações do meio-campo da selecção ucraniana, e assim dando novo significado ao termo touche-à-tout.
(E o "Xô Professor" fazia-o com a mesma convicção e loquacidade apaixonada com que opina sobre a separação de poderes e o congresso do CDS-PP.)
domingo, junho 18, 2006
REGRESSO: Regresso após uma semana passada em Florença. Sobre as virtudes e pontos débeis desta esplêndida cidade espero poder escrever nos próximos dias. De momento, limito-me a elencar uns quantos fenómenos que nem ao mais desatento visitante poderiam ter escapado:
- Um enorme enxame de abelhas que, em plena Piazza della Signoria, obrigou à intervenção da polícia e de um apicultor nessa zona de intensa concentração de turistas. De acordo com a minuciosa crónica de um periódico local, o enxame começou por se concentrar na base da estátua de Judite e Holofernes, tendo-se mais tarde deslocado para junto de uma das ninfas da fonte de Neptuno, antes de ser capturado.
- Uma pizzeria sem pizzas na ementa (mas com um excelente polvo salteado em vinho branco e tomate).
- Livrarias de fazer explodir de inveja qualquer português dado aos delicados prazeres da leitura.
- Insuportáveis bandos de estorninhos produzindo estridente algazarra.
- Uma partida de calcio storico que terminou em zaragata generalizada. O calcio storico é um antepassado do futebol, ressuscitado todos os anos sob a forma de um torneio quadrangular entre bairros florentinos, na praça junto à igreja de Santa Croce. A reputação de violência desta modalidade foi, este ano, confirmada para lá de todos os limites do razoável, obrigando à intervenção da polícia (mas não de um apicultor, ver ponto 1) e à suspensão da partida e do torneio. Foi para mim, de certa forma, um alívio saber que aquilo que se passou (e a que assisti parcialmente através da televisão) não era uma partida normal. Por momentos, cheguei a recear que o calcio storico fosse aquilo: uma refrega entre rufiões.
sexta-feira, junho 09, 2006
DESENHAR A ALMA: Nos últimos dois dias, as arreliadoras intermitências do Blogger impediram-me de escrever. Amanhã, partirei para a cidade de Dante Alighieri, pelo que o rescaldo final das Olimpíadas de xadrez (ganhas pela equipa masculina da Arménia e pela equipa feminina da Ucrânia) terá de esperar, assim como o apaixonante relato de uma intervenção sobre a possibilidade de desenhar a alma, em plena conversa entre Saramago e Gonçalo M. Tavares, na Feira do Livro da Invicta.
segunda-feira, junho 05, 2006
AS PALAVRAS E AS COISAS: Para uma pessoa que nunca saboreou a iguaria, é natural que a frase "plumas de porco preto" evoque fantásticas visões de suínos alados, e que a Odisseia e a sinistra Circe acorram ao seu espírito.
E se, para cúmulo, o conviva à sua frente, depois de ter anunciado que vai pedir o prato em questão, acabe (sub-repticiamente) por mandar vir um maciço e imponente naco de picanha, não é de admirar que a reacção dela seja de choque, devidamente complementado pela convicção de que tão colossal pluma desafia a lei da gravidade.
(Baseado numa história verídica.)
O ESTADO-ABERRAÇÃO: Na sua crónica de 6ª feira passada, José Miguel Júdice partilha os frutos da sua reflexão sobre "microestados inviáveis", "sem as mínimas condições para [serem] país[es] soberano[s]", sem "escala nem dimensão suficientes", e que, por isso, são "palco de lutas fratricidas".
Curiosamente, em todo o artigo não há uma única referência ao Vaticano, a quem estas considerações se aplicam que nem luva de pelica.
quinta-feira, junho 01, 2006
XADREZ: Custou muito a engolir, ao nosso enviado especial às Olimpíadas de Xadrez em Turim, a derrota da formação masculina portuguesa face ao Peru. Entretanto, a equipa feminina empatava com o Bangladesh. O dia de hoje foi de descanso, e de preparação para as três rondas seguintes, que vão decidir tudo o que há para decidir. Os clientes seguintes são a Síria (homens) e a Venezuela (senhoras). Força, Portugal! Mesmo sem recepção no palácio de Belém, sem ocas palavras de circunstância do primeiro-ministro, e mau grado a indiferença da imprensa, vocês estão a dar o vosso melhor, e é isso que conta.
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