segunda-feira, fevereiro 12, 2007

OS ÚLTIMOS CARTUCHOS: De acordo com um horroroso folheto de propaganda ao "Não" que veio parar à minha caixa do correio, sexta-feira passada, podem-se detectar ondas cerebrais num feto de 6 semanas, por meio de electroencefalografia. Devemos congratular-nos por tudo ter acabado. Com mais meia dúzia de dias de campanha, acabariam por nos tentar convencer de que um óvulo fecundado já está em condições de tirar a carta de pesados.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS: Sentada a uma mesa de café, na estação de metropolitano do Campo Grande, uma senhora lia "Pedro Páramo", de Juan Rulfo. Para quem conhece o lugar, era mesmo ao pé daquela loja de têxteis para o lar que pratica preços tão convidativos.
CIÊNCIA E MÁ FÉ: A acreditar na propaganda de alguns defensores do "Não", o feto, às dez semanas, já possui órgãos em pleno funcionamento, já diz "Papá" e "Mamã", já reage à música de Beethoven e já gatinha, sendo mesmo caso para nos perguntarmos se as restantes vinte e tal semanas de gestação não passam de um supérfluo capricho da Natureza. De entre tantas fantásticas alegações, uma que sempre me intrigou tem a ver com a existência de "actividade cerebral" (ou "ondas cerebrais"), registada por meio de electroencefalografia, às dez semanas ou até antes. Para melhor ilustrar a minha perplexidade, chamo a vossa atenção para esta figura: Isto é um dispositivo de aquisição de electroencefalografia (EEG). Uma rede de eléctrodos é colocada junto ao escalpe, e os potenciais eléctricos locais são registados para posterior processamento. Estes potenciais eléctricos reflectem a actividade dos neurónios corticais. Sucede que estes potenciais são de fraca intensidade (algumas dezenas de microvolt, em média), e que o registo é fortemente afectado pela dispersão eléctrica ocasionada pelas camadas de tecido que separam o cérebro do escalpe (meninges, osso, pele). Por maioria de razão, estas dificuldades acentuar-se-iam caso a intenção fosse registar o electroencefalograma do feto dentro do útero, devido à presença de camadas adicionais de tecido com diferentes condutividades eléctricas, para além da interferência provocada pelos potenciais cardíacos da mãe. Uma pesquisa simples permitiu-me esclarecer, pelo menos em parte, esta questão. Todas as referências a "EEG fetal" que encontrei referem-se: ou a registos obtidos em prematuros, ou a registos obtidos na sequência de abortos por cesariana. Como este último método caiu em desuso, e como os registos de prematuros dizem normalmente respeito a períodos de gestação superiores às 20 semanas, as referências bibliográficas citadas em apoio da ocorrência de ondas cerebrais antes das 10 semanas remetem para estudos realizados há várias décadas. Isso mesmo explica este notável artigo, que desmonta, de forma sistemática, a teia de citações científicas que têm servido de muleta aos adeptos da actividade cerebral prematura. Citar é fácil; citar bem e com honestidade é tarefa mais delicada. Este artigo relembra-nos que um nome e uma publicação não conferem, por artes mágicas, veracidade e consistência a uma afirmação. Infelizmente, poucas coisas no mundo são mais obstinadas do que os factóides: até há algumas horas atrás, no artigo "fetus" da Wikipedia lia-se: «Brain activity can be detected at around 54 days (eight weeks), and development of integrated brain functioning at 70 days (ten weeks).» Algumas revisões depois, esta frase foi substituída por uma versão mais conservadora: «Brain-stem activity has been detected 54 days after conception.» Na versão da página que está activa enquanto escrevo estas linhas, vai-se ainda menos longe: «While there has been some contention brain activity begins at ten weeks, researchers have yet to make a determination.» É ainda instrutivo dar uma olhadela no intrincado historial desta página, assim como nas inflamadas (e, obviamente, percorridas por linhas argumentação "pró-vida" e "pró-escolha") discussões que têm acompanhado estes recentes e vertiginosos esforços de edição. Claro está que este pomo da discórdia, não sendo académico, está longe de merecer uma atenção obsessiva: definir o início da vida por meio de algo de tão vago como "actividade cerebral" é, no mínimo, controverso. Os neurónios são, por natureza, células excitáveis, cujas flutuações de polaridade, ao nível das membranas podem ser detectados do exterior, sob a forma de potenciais eléctricos. Porém, a mera existência de um registo electroencefalográfico não é sinónimo de vida. As funções cerebrais superiores, e mesmo um "simples" estado de sono ou vigília, são caracterizados por padrões e ondas muito específicos e bem conhecidos. Mas claro que estas considerações são demasiado complexas para caberem num folheto de propaganda. De simples, a questão não tem nada. Para mal dos nossos pecados, simplificar de forma grosseira aquilo que é complexo é estratégia comum daqueles a quem a argumentação racional faz alergia. Por isso, da próxima vez que algum peremptório representante do movimento "Algarve pela Vida" ou "Caldas da Rainha Ocidental pela Vida" se pronunciar sobre o momento em que começa a vida humana, pergunte-lhe de onde provém a sua inabalável certeza. Mesmo num tempo em que a discussão serena e ponderada parece fora da ordem do dia, insistir na necessidade de sustentar afirmações levianas com factos concretos é um favor que se faz à comunidade.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

NÃO TENHO NADA/MAS TENHO TENHO TUDO: Se os argumentistas da "Floribella" soubessem a facilidade com que expressões como "a minha cabeça é uma salada de frutas" podem induzir sonhos arcimboldianos, nos espectadores incautos, teriam mais cuidado com o que fazem brotar daquela boquinha tão mimosa.
O GÉNIO PASSEIA-SE: Ignoro se Goethe, quando redigia o diário da sua viagem a Itália (*), pensava na posteridade e nas sentenças que esta lhe haveria de reservar. Quer-me parecer que a obsessão com as opiniões dos seus contemporâneos pouco espaço deixaria livre para especulações sobre os vindouros. De Veneza, Goethe prometeu à amante Charlotte von Stein o envio do diário, fazendo-lhe contudo, ao mesmo tempo, a seguinte recomendação: «Se tu o fosses copiando, in-quarto mas com as folhas dobradas, mudasses o "tu" para "a senhora" e eliminasses as referências estritamente pessoais ou o que mais achares, quando eu regressasse teria pronto um exemplar que poderia corrigir, ordenando todo o conjunto!». Brincar em serviço era para os outros: o Grande Homem segregava literatura, com límpida premeditação, mesmo durante o que poderia parecer uma banal missão de alargamento de horizontes pessoais. O tom predominante é o de uma estudada humildade: «Quanto a mim, é um prazer e um dever celebrar a memória de um antecessor. Afinal, também eu sou apenas um antecessor de outros, na vida como em viagem!» (13 de Abril de 1787). Tem o seu quê de instrutivo presenciar os não raros momentos em que esta fachada soçobra. Por exemplo, quando, em trajecto pela Sicília profunda, que ele aproveita para trabalhar na sua tragédia sobre Nausícaa, Goethe escreve: «Ulisses, que, meio culpado, meio inocente, foi o causador de tudo isto, tem de declarar que vai partir e a boa donzela não tem outro remédio senão procurar a morte no último acto./Não havia nesta composição nada que eu não pudesse desenvolver realistamente a partir da minha própria experiência. Eu próprio ando fazendo o meu périplo, também em perigo de despertar afeições que, não tendo necessariamente um fim trágico, poderão ser bastante dolorosas, perigosas e perniciosas; (...)». No camarote do barco que o leva de regresso a Nápoles, e numa situação de naufrágio iminente, Goethe diz ter visto claramente diante de si uma gravura da Bíblia representando o lago Tiberíades, da autoria de um artista famoso do século XVII. Não duvido de que Goethe teria retirado supremo prazer da ideia de perder a vida em pleno êxtase estético. No meio de apontamentos de viagem frequentemente corriqueiros e descoloridos, e de meditações artísticas carentes de originalidade, as abundantes descrições de cariz geológico e mineralógico acabam por proporcionar algum repouso ao leitor, sobretudo a leigos como eu, pouco preocupados com a sua exactidão ou plausibilidade. (*) J.W. Goethe, "Viagem a Itália", Tradução, Prefácio e Notas de João Barrento, Relógio d'Água, Vol. 6 das "Obras Escolhidas".

domingo, janeiro 28, 2007

("Haut Bas Fragile", 1995)
(Marianne Denicourt e Nathalie Richard sonhando com Cyd Charisse e Ginger Rogers.)
AS IDADES DA INOCÊNCIA: Le cinéma a entrepris d'écrire ce dernier chapitre de l'histoire du monde. Le cinéma est l'innocence qui se sait perdue, la grâce qui se sait retrouvée, lorsque du moins ses marionnettes ne font pas de manières. Il permet à l'artiste cet «autre accès» que recherchait Kleist, puisque «le Paradis est verrouillé et le chérubin est derrière nous; il nous faut faire tout le tour du monde pour voir s'il n'y a pas peut-être quelque part derrière un autre accès». (Hélène Frappat, in "Jacques Rivette, secret compris", ed. Les Cahiers du Cinéma) Perfeitamente de acordo. No caso de Rivette, penso que em nenhum lugar isso é mais evidente do que em "Haut Bas Fragile", filme onde da impossibilidade da inocência brota uma ligeireza que supera essa própria inocência, primordial e inatingível. Uma ligeireza trabalhada, que nunca se poderia confundir com a espontaneidade de uma bailarina de musical americano dos anos quarenta. Uma leveza ponderada, supremamente consciente da força da gravidade e das limitações do corpo, por isso mesmo mais radicalmente próxima do sublime.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

FIAMA (2): Uma definição da vida: trabalho permanente para despojar a morte da sua importância.
FIAMA:
«A morte não é um acontecimento da vida.» (Ludwig Wittgenstein)
f.h.p.b. 1938-2007
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS: Local: linha verde do metropolitano. Um jovem folheava a antologia de Montale da Assírio & Alvim. Abriu-a no poema "Voz que Vem com os Galeirões" ("Voce Giunta con le Folaghe"). Possam os leitores de Montale proliferar pela rede do metropolitano, até suplantarem em número os não-leitores de Montale.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

CINEMA: Em Julho de 1958, em Paris, Jacques Rivette, crítico de cinema dos "Cahiers du Cinéma", começa a rodar com a sua equipa "Paris Nous Appartient". O argumento tinha sido escrito por Rivette e Jean Gruault, nos cafés do bairro da Étoile. As condições de rodagem foram épicas, roçando a insanidade. Não havia produtor, mal havia dinheiro para a película. As oito semanas de rodagem inicialmente previstas foram rapidamente ultrapassadas. Sem a insistência do operador de imagem Charles Bitsch e da "dialogue coach" Suzanne Schiffman (outras duas figuras da Nouvelle Vague) para que Rivette efectuasse cortes no argumento, o filme correria o risco de durar quatro ou seis horas. Chegaram a rodar-se cenas que, no filme, se sucedem a outras rodadas um ano antes. Já em 1959, após o fim das filmagens, só o sucesso de "Les Cousins" e "Les Quatre Cents Coups", no festival de Cannes, permitem desbloquear a situação: Chabrol e Truffaut tornam-se co-produtores, e financiam a montagem e a pós-produção. A estreia só ocorrerá em Dezembro de 1961, aliás sem qualquer sucesso junto do público. A propósito deste filme escreveu Michel Delahaye, nos "Cahiers": «"Paris Nous Appartient" fait partie de ces œuvres qui doivent porter trace en elles des risques qu'elles ont couru et continuer de vivre dans le risque». Uma das características que atravessa a obra de Rivette, dos anos 50 até hoje, é o talento para tornar palpável e física a intriga e a conspiração, paradoxalmente através de um processo de aparente abstracção da própria intriga e da própria conspiração. Tudo isso existe já (e como!...) em "Paris Nous Appartient". Porém, neste caso, apetece dizer que a principal conspiração foi levar a cabo a feitura do próprio filme, com um desplante que se diria ser apanágio dos jovens, se Rivette não continuasse a evidenciá-lo ainda hoje. Há também o teatro, já então: "Péricles", de Shakespeare. E há Paris, sempre Paris, obsessivamente Paris, tão continuamente como o próprio tempo. Este filme pode ser visto na Cinemateca, no sábado, às 19 horas.
COMPROMISSO POUCO OUSADO: Este blog voltará ao seu regime normal quando Vasco Graça Moura desistir de escrever sobre a TLEBS.

terça-feira, janeiro 16, 2007

COMO DESMASCARAR UM FALSO MILIONÁRIO: Um dos concursos/reality-shows cretinos que a TVI lançou recentemente para o éter, de seu nome "Pedro o Milionário", girava em torno de um suposto milionário (o Pedro), cortejado, com fins nupciais, por uma mancheia de moçoilas. A punchline, no meio disto, era que o Pedro, afinal, não era milionário. As infelizes concorrentes, que assim se esmifraram para nada, teriam feito bem em ler este romance: Em "Moll Flanders", Daniel Defoe entrega-se a longos e pragmáticos discursos sobre a necessidade de os nubentes inquirirem sobre a real situação financeira do candidato a cônjuge, antes de se decidirem a dar o nó. Quase se poderia falar de um pequeno tratado dentro do romance, tal é a insistência e exaustividade com que o assunto é abordado. Com perturbadora frequência, apercebemo-nos de que as respostas para os problemas da vida real se encontram, preto no branco, nas páginas da grande literatura, muitas vezes em obras com idade plurissecular. A qualquer pessoa que alimente ilusões sobre uma eventual ingenuidade das gentes de outrora (por oposição ao sofisticado cinismo que medra nos iníquos tempos modernos) recomendo a leitura de algumas dezenas de páginas de Balzac, Swift, Laclos ou Fielding. É quanto basta.
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS: Na linha vermelha do metropolitano, uma jovem tinha entre mãos "The Black Book", Orhan Pamuk em versão inglesa. Q., que já leu o livro, afiança-me que se trata de um osso duro de roer. Em silêncio, faço votos para que não esmoreça o ânimo da jovem da linha vermelha, que liga a Alameda ao Oriente, e que talvez um dia chegue ao Aeroporto, via bairro da Encarnação.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

O PULMÃO DO 19ÈME ARRONDISSEMENT: Só agora, tarde demais, me apercebo de que não visitei o soberbo parque de Buttes-Chaumont, em Paris, tão amiúde quanto teria sido possível e desejável. Em 1912, Kafka escreveu a Felice Bauer: «A minha vida deixá-la-ia por ti, mas não posso abandonar a tortura».
DE SÍMIOS E DE GALHOS: Que autoridade, que competência possuem os representantes da Igreja Católica para emitir pareceres sobre o referendo à despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez? Resposta: nenhuma. Tanta como o Clube de Coleccionadores de Saquetas de Chá Preto de Miranda do Corvo. Infelizmente, não só a Igreja se auto-reconhece essa autoridade e essa competência (servindo-se do inacreditável argumento de que tudo o que diz respeito ao ser humano cai sob a sua dilatadíssima alçada), como a comunicação social se mostra cúmplice contumaz dessa exorbitação. Por tradição? Por hábito? Por inércia? Até ao dia 11, não duvido de que a opinião pública continuará a ser visada pelo esforço de "iluminação das consciências" promovido por ilustres membros do clero. Por uma questão de equidade, espero que seja atribuído tempo de antena a médicos, juristas, filósofos e psicólogos para discorrerem sobre a santíssima trindade, sobre a exegese do Novo Testamento e sobre os desafios do ecumenismo neste dealbar do século XXI.
O NEVES DO KILIMANJARO (*): «Se virmos com atenção, os nossos partidos e eleitores são todos de direita. Quem representa no nosso Parlamento a direita desiludida e queixosa, resmunguenta e trauliteira? Quem, senão o Bloco de Esquerda?» Este memorável trecho de prosa pertence a João César das Neves, que o perpetrou na sua última crónica de 2ª feira no "DN". É preciso que se diga, para repor a questão no seu contexto, que, antes da pausa natalícia (que tão frustrante se revelou para seus inúmeros aficionados), mais exactamente a 27 de Novembro, JCN tinha comparado Afonso Costa a Hindenburg e a Bush, chamando-lhes "coveiros da liberdade", num ousado paralelo entre a 1ª República portuguesa, Weimar e o Iraque actual. Mesmo para alguém como JCN, que caiu no caldeirão do disparate quando era pequeno, trata-se de uma façanha. Resta saber se esta passagem à velocidade superior por parte do nosso esforçado cronista não esconde uma estratégia plena de sagacidade. A minha teoria é a seguinte. Lançando raciocínios a tal ponto delirantes, JCN espera que as impensáveis enormidades que terá reservadas até à data do referendo passem por sentenças cheias de sabedoria e cabimento. O tempo dirá se não estarei a tomar por astuta deliberação o que não passa de um arrepiante mergulho nos abismos oceânicos da indigência argumentativa. (*) Não deixemos que a irrelevância estrague um bom trocadilho.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

ONTEM NÃO TE VI NA BARATA SALGUEIRO: Detesto ler o adjectivo "obrigatório" a propósito de um filme, livro ou exposição. Neste caso, porém, a tentação é fortíssima. Se não se trata de um filme obrigatório, pelo menos é uma oportunidade rara a que qualquer cinéfilo que se preze deve estar atento. No próximo dia 20, sábado, às 19h, na Cinemateca, passa "Paris Nous Appartient", primeira longa-metragem do meu adorado Jacques Rivette. Paris, o teatro e a conspiração, já presentes neste filme magnificamente desconcertante. (Tentarei escrever sobre este filme antes da data da sua exibição. Da maneira como as coisas têm estado, mais vale não prometer seja o que for. )
DA AUSÊNCIA DE PAPAS NA LÍNGUA: Os meus aplausos de mãos ambas vão, neste início de ano, para dois actores portugueses:
  • para João Reis, que, na emissão final do "Dança Comigo", exprimiu alto e bom som o seu contentamento por (cito de memória) "ver tanta gente no Campo Pequeno, não para assistir a uma tourada, mas para um espectáculo de dança";
  • e para Miguel Guilherme, que, em resposta a um inquérito na "Dica da Semana", afirmou nunca consultar os horóscopos porque "isso é para pessoas sem cultura".

Que vos seja frutuoso o exercício da subtil arte de Talma durante o próximo ciclo solar!

CRÍTICA: Há pessoas que estão sempre a criticar aquilo que as outras pessoas fazem, e eu acho isso mal, porque criticar por criticar não leva a lado nenhum.