domingo, setembro 21, 2008
quinta-feira, setembro 18, 2008
domingo, setembro 14, 2008
sábado, setembro 13, 2008
domingo, setembro 07, 2008
sábado, setembro 06, 2008
domingo, agosto 31, 2008
- Steeve Guénot (luta greco-romana, 66 kg)
- Alain Bernard (natação, 100m livres)
- Equipa masculina de sabre (esgrima)
- Equipa masculina de espada (esgrima)
- Anne-Caroline Chausson (ciclismo, BMX, individual)
- Julien Absalon (ciclismo, VTT, individual)
- Equipa masculina (andebol)
A França obteve um total de 40 medalhas (7 de ouro, 16 de prata, 17 de bronze). Isto representa, em comparação com o que sucedera há 4 anos, em Atenas, menos medalhas de ouro (7 contra 11) mas mais medalhas no total (40 contra 33). A França ganhou medalhas nas seguintes modalidades: ciclismo, esgrima, luta greco-romana, natação, andebol, atletismo, pugilismo, canoagem, ginástica, halterofilia, judo, vela, remo, taekwondo, tiro e tiro com arco, ou seja um notável total de dezasseis modalidades. Estes números ilustram bem o que foi a participação da equipa francesa nestes Jogos: um grande número de atletas de muito alto nível em diversas modalidades, uma dispersão muito considerável das medalhas por disciplinas diferentes, mas, ao mesmo tempo, a ausência de um grande campeão (Alain Bernard seria o único candidato) capaz de deixar a sua marca e de servir de rosto para o sucesso da delegação, como o fizeram, em tempos idos, atletas como David Douillet, Laure Manaudou ou Laura Flessel.
- Correr como barata tonta atrás dos atletas portugueses, atribuindo prioridade absoluta aos seus desempenhos e às suas reacções, tanto as que acabaram por entrar para o anedotário nacional como as que não entraram.
- Repetir as notícias e reportagens relativas aos portugueses vezes sem conta, até à náusea.
- Quando o número de repetições excedesse os padrões da pouca vergonha (já nem falo dos padrões do bom senso), mostrar o Michael Phelps: Michael Phelps a nadar, Michael Phelps a ouvir música antes de uma prova, Michael Phelps a celebrar, Michael Phelps a trautear "The Star-Spangled Banner", Michael Phelps a mostrar SMSs no seu telemóvel em plena conferência de imprensa.
- Quando já tudo tinha sido dito sobre Michael Phelps, mostrar mais Michael Phelps, ou mostrar cidadãos anónimos (Kobe quê???) a falar sobre Michael Phelps.
- Quando, por acaso ou por descuido, Michael Phelps e as soporíferas controvérsias derivadas das declarações de Marco Fortes ou Vicente de Moura cediam o tempo de antena a transmissões das modalidades, atribuir preferência àquelas modalidades que merecem destaque durante o resto do ano (futebol, ténis), evitando a todo o custo a divulgação de modalidades menos vistas.
Tudo isto na companhia de Laura Santos e de Paulo Catarro, dois exemplos instrutivos de falta de dinâmica e nula presença televisiva. Junte-se a isto a inexplicável decisão de repetir, diariamente, e quase palavra por palavra, no jornal olímpico da RTP2 o que fora dito no jornal olímpico da RTP1, meia hora antes (em benefício dos milhões de telespectadores que têm acesso ao segundo mas não ao primeiro canal); as inúmeras imprecisões na divulgação de resultados (uma das mais hilariantes consistiu no aparecimento de uma bandeira do Chile, em vez da China, no topo do quadro das medalhas); o desastroso sentido do timing (um exemplo entre muitos: interrupção da transmissão do atletismo nos momentos decisivos do lançamento do peso masculino, para passar publicidade institucional). A mensagem é clara: ou por falta de meios, ou por falta de hábito de lidar com as grandes competições desde o aparecimento da SporTV, não se pode contar com a televisão pública para cobrir com eficácia qualquer evento de maior envergadura do que uma supertaça de futsal, ou um concurso de saltos de cavalo no Campo Grande.
quinta-feira, agosto 28, 2008
domingo, agosto 24, 2008
sábado, agosto 23, 2008
quarta-feira, agosto 20, 2008
domingo, agosto 17, 2008
quarta-feira, agosto 13, 2008
sexta-feira, agosto 01, 2008
domingo, julho 27, 2008
sábado, julho 26, 2008
Serei eu o único a ver algo de ominoso e de inquietante neste final, na aparência supremamente feliz? Mais uma vez contrariando aquilo que MCF sugere, não me parece que a tempestade seja uma manifestação dos sentimentos da personagem de Gish. De entre todos os planos do filme, talvez seja este que mais se afasta dessa explicação romântica e psicologizante. Na sua comovente fragilidade, estes corpos enfrentam um poder exterior, independente de qualquer estado psicológico, vontade, verosimilhança ou sentido de justiça. O que se ergue contra as personagens é algo de mais inquietante do que o Mal: é a arbitrariedade da natureza, a sua colossal e imperturbável inumanidade. Pode ser que a fé, a coragem e o amor cheguem para vencer esse poder. Mas nada, nem o bom senso nem as convenções do cinema, nos permitem saber qual dos contendores, separados por uma imaterial soleira de porta, levará a melhor.
domingo, julho 20, 2008
quarta-feira, julho 16, 2008
(Citações retiradas de "Colour in art", John Gage, Thames & Hudson.)
terça-feira, julho 15, 2008
domingo, julho 13, 2008
sábado, julho 12, 2008
Para quem conhece a zona, não fica longe do café/restaurante da cadeia "Coffee & Pot", cuja tão badalada sanduíche "Enigma" (beringela, queijo de cabra e bifana) continua a dividir opiniões, e que veio oferecer uma interessante alternativa de restauração aos frequentadores da Cinemateca. Sim, porque o próprio restaurante da Cinemateca continua sem me convencer, seja ao nível da ementa, da eficiência do serviço ou da decoração (Marisol ao lado de Marguerite Duras???).
domingo, julho 06, 2008
domingo, junho 29, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
domingo, junho 22, 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
segunda-feira, junho 16, 2008
sexta-feira, junho 13, 2008
terça-feira, junho 10, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
domingo, junho 01, 2008
[ADENDA - 15/6/2014: A Sara David Lopes teve a amabilidade de me contactar, esclarecendo que não se trata de um pseudónimo, mas sim de uma única e real pessoa. Naturalmente que nunca duvidei de tal coisa e espero que este meu pequeno e sensaborão chiste não tenha semeado dúvidas entre os leitores. Deixo a minha palavra de apreço pelo trabalho, quase sempre ignorado, desenvolvido por esta tradutora e pelos seus colegas.]
sexta-feira, maio 30, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
sexta-feira, maio 23, 2008

terça-feira, maio 20, 2008
terça-feira, maio 13, 2008

Algo de extraordinário se está a passar em Sófia, Bulgária, no torneio "M-Tel Masters". O grande-mestre ucraniano Vassily Ivanchuk ganhou os seus primeiros 5 jogos (de um total de 10) contra os nºs 4, 6, 8, 22 e 27 do mundo. Atendendo à elevada percentagem de empates (tipicamente entre 50 e 70%) que normalmente se verifica a este nível, 5 vitórias seguidas constituem uma façanha assombrosa, que já evoca comparações com outras performances míticas na história da modalidade. Vêm à ideia, por exemplo, os triunfos de Bobby Fischer, só com vitórias, nos campeonatos dos E.U.A. ou no torneio dos candidatos, os sucessos esmagadores de Kasparov em torneios do mais alto nível, ou o triunfo de Karpov em Linares, 1994, com 11 pontos em 13.
Desde há muito tempo que Ivanchuk é o meu grande ídolo do xadrez. (Isto, claro, se não pensarmos em Karpov. O melhor é pôr Karpov à parte. O melhor é nem falar de Karpov... *) O seu estilo, combinação inimitável de heterodoxia e limpidez clássica, a sua ubiquidade nas grandes competições internacionais (que contrasta com a parcimónia de muitos dos seus pares, que se contentam com raras aparições em torneios seleccionados, quase a medo, como que mais preocupados em preservar a sua aura e o seu ranking do que em jogar xadrez), assim como (há que dizê-lo) as suas excentricidades atraíram uma leal base de fãs, que nunca deixa de se manifestar ruidosamente sempre que "Chucky" mostra o seu brilhantismo. Infelizmente, os nervos frágeis deste génio custaram-lhe muitos dissabores ao longo da sua carreira, e provavelmente a possibilidade de se tornar campeão mundial. Durante anos, escassearam os convites, e Ivanchuk só conseguiu manter-se entre os melhores do mundo trucidando adversários muito inferiores em competições de magnitude inferior. Aos 39 anos, ei-lo que aparece numa das suas melhores formas de sempre. Aos seus admiradores, resta fazer figas para que Ivanchuk não sofra um dos seus lendários colapsos na segunda metade do torneio.
Site oficial do torneio "M-Tel Masters".
Cobertura no site Chessbase.
Cobertura no site Chessdom.
Cobertura no site Europe Échecs.
* copyright Linha dos Nodos
quarta-feira, maio 07, 2008
domingo, maio 04, 2008
- O nome original da equipa de basquetebol "New York Knicks" era "New York Knickerbockers". "Knickerbockers" é um apelido holandês, um tipo de calções muito em voga no início do século XX e o nome de uma personagem fictícia (de um conto de Washington Irving) que funcionou como símbolo da cidade. O substantivo "knickers", bem mais conhecido hoje em dia, derivou deste epónimo. Portanto, se é certo que os Knicks nunca foram conhecidos (que eu saiba) por "New York Knickers", essa designação não é completamente destituída de sentido etimológico. (Uma nota final: os Knicks são a equipa favorita do Joey Tribbiani da série "Friends".)
- O número de volumes de "Em Busca do Tempo Perdido" pode ser diferente de sete, dependendo das edições. A minha, da Garnier-Flammarion, tem dez. Claro que isto depende de considerarmos, por exemplo, que "Sodoma e Gomorra" consiste em dois volumes ou num único volume dividido em dois tomos por conveniências de edição.
Quanto à mensagem principal do post, estou inteiramente de acordo. A revisão é o calcanhar de Aquiles da edição portuguesa. Infelizmente, o desleixo no campo ortográfico não é mais do que o reflexo da falta de exigência que, a este respeito, se cultiva em Portugal.
sexta-feira, maio 02, 2008

Dia 3 (amanhã), na Fnac Chiado, lançamento do livro "Caravana", de Rui Manuel Amaral. Com Fernando Alvim.
Clique aqui e veja o trailer desta apresentação na Fnac do Chiado:http://www.youtube.com/watch?v=MTJXUU6iVeU"
Mais informações sobre o livro e o autor aqui:http://www.angelus-novus.com/livros/detalhe.php?id=157
Conheça todas as datas e locais de apresentação de "Caravana" aqui:http://farm3.static.flickr.com/2279/2381814381_2c7444dd5e_o.jpg
quinta-feira, maio 01, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008

(Atenção, o filme é colorido, mas na Internet só encontrei fotogramas a preto e branco.)
domingo, abril 20, 2008
- Rivette pouco dado a close-ups por atribuir prioridade à interacção entre as personagens, à presença física dos corpos influenciando-se mutuamente. Os close-ups de Godard seriam válidos porque se continua a sentir o resto do corpo fora de campo, o prolongamento orgânico dos rostos.
- A chegada a Paris do jovem Rivette. Um encontro numa livraria de Saint-Sulpice, e a ida, nessa mesma noite, a uma sessão onde um certo Maurice Schérer (que ainda não era Éric Rohmer) apresentava "Les Dames du Bois de Boulogne", de Bresson.
Eddie Constantine e Anna Karina em "Alphaville" (1965)
- Já não é possível começar uma história sabendo de antemão como essa história se irá terminar. "Não existem mais desenlaces." ("La Bande des Quatre" e "Haut Bas Fragile" são excelentes exemplos de filmes que parecem conduzir a desenlaces, mas que acabam por recusá-los, de forma discreta mas categórica.)
- Um encontro com Fritz Lang em que este falou apenas e só de moral.
- Rivette manifesta contentamento por sentir que os seus filmes são vistos e amados em paragens remotas. Uma vez, uma rapariga da Califórnia escreveu-lhe uma carta. A impressão vermelha da palma de uma mão, no exterior do envelope, revelava que a carta tinha a ver com o filme "Céline et Julie Vont en Bateau".
- As filmagens de "La Bande des Quatre", marcadas pela recordação da filha de Bulle Ogier.
