- "bombons garoto" (Parabéns pelo bom gosto.)
- "american beauty saco de plástico kant" (Finalmente alguém percebeu que o filme de Sam Mendes é uma longa paráfrase da "Fundação Metafísica dos Costumes".)
- "autor da letra da canção a 13 de maio" (António Botto, creio.)
- "ensaio winnie the pooh manuel antonio pina" (Deve ter ficado desiludido/a, mas despertou a minha curiosidade.)
- "laurence sterne diário para eliza" (Vide "bombons garoto".)
quinta-feira, janeiro 13, 2011
REGRESSO AO PASSADO: Lembram-se dos primeiros tempos da blogosfera portuguesa? Ah, as saudades! Os bloggers activos eram tão poucos que se conheciam quase todos pelo nome e apelido (ou por um "nick" bem esgalhado), os insultos choviam (desse ponto de vista, pouco mudou), trocavam-se parabéns nos aniversários, não havia "tag clouds" nem aquelas irritantes e inúteis sugestões no fim dos posts ("Poderá também gostar de..."). Um dos entretenimentos mais populares dessa altura consistia em recensear as palavras-chave mais bizarras cuja busca tinha levado um internauta a um dado blog. Nunca participei nessa actividade lúdica porque não sabia como se fazia, e tinha vergonha de perguntar. Agora, o próprio Blogger permite fazê-lo, com uma facilidade descoroçoante. Por isso, com anos de atraso, aqui ficam as minhas homenagens aos leitores do 1bsk que aqui chegaram graças às seguintes buscas:
THINK: Mas que taluda cretinice. As obras literárias (fiquemo-nos por essas) que devem quase tudo ao pensamento, à premeditação, à "self-conciousness" são em número suficiente para, se transformadas em adobes, construir um T5 com boas áreas e generoso pé-direito, capaz de alojar a família de Ray Bradbury, os amigos de Ray Bradbury e o próprio Ray Bradbury, deambulando de sala em sala à espera da inspiração e do fluxo de criatividade livre do espartilho medonho da reflexão.
Abdicar da faculdade de reflectir sobre as coisas é o atalho mais directo para produzir, em vez de literatura, uma papa gelatinosa que nem se aguenta numa estante, à falta de coluna vertebral.
quarta-feira, janeiro 12, 2011
GUIRAUDIE FOREVER:
"Le Roi de l'Évasion", de Alain Guiraudie, teve uma passagem relativamente discreta numa sala de Lisboa, no final do ano passado. Muito do que se escreveu sobre este filme, em Portugal e extra-muros, deu destaque ao facto de Guiraudie oferecer uma perspectiva sobre a homossexualidade, (provinciana, protagonizada por homens idosos ou de meia-idade) distante do paradigma dominante (urbano, jovem, chic). Contudo, para mim, a importância e beleza deste filme vão muito além desta constatação sociológica. "Le Roi de l'Évasion" é um filme de uma liberdade formal exaltante, que se desenrola ao sabor das pulsões, da consciência, das pressões sociais e do desejo, numa interacção complexa que é no fundo aquela de que padece qualquer ser humano. É, como é habitual em Guiraudie, uma obra pontuada por diálogos luminosos, de uma comicidade que nunca oculta observações agudíssimas sobre as contradições do amor.
"Du Soleil pour les Gueux", realizado por Guiraudie 2001, passará na Cinemateca no dia 26 (escolha de Miguel Gomes). Apetecia-me dizer que todas as desculpas para não ir ver este filme são, por definição, pífias, mas infelizmente sucede que eu próprio deverei estar impossibilitado de me deslocar à Barata Salgueiro neste dia. Fica o apelo, com toda a ênfase e poder de persuasão que tenho para dar: vão ver.
Claro que há sempre este prémio de consolação:
("Tout Droit jusqu'au Matin", uma pequenina obra-prima.)
"Le Roi de l'Évasion", de Alain Guiraudie, teve uma passagem relativamente discreta numa sala de Lisboa, no final do ano passado. Muito do que se escreveu sobre este filme, em Portugal e extra-muros, deu destaque ao facto de Guiraudie oferecer uma perspectiva sobre a homossexualidade, (provinciana, protagonizada por homens idosos ou de meia-idade) distante do paradigma dominante (urbano, jovem, chic). Contudo, para mim, a importância e beleza deste filme vão muito além desta constatação sociológica. "Le Roi de l'Évasion" é um filme de uma liberdade formal exaltante, que se desenrola ao sabor das pulsões, da consciência, das pressões sociais e do desejo, numa interacção complexa que é no fundo aquela de que padece qualquer ser humano. É, como é habitual em Guiraudie, uma obra pontuada por diálogos luminosos, de uma comicidade que nunca oculta observações agudíssimas sobre as contradições do amor.
"Du Soleil pour les Gueux", realizado por Guiraudie 2001, passará na Cinemateca no dia 26 (escolha de Miguel Gomes). Apetecia-me dizer que todas as desculpas para não ir ver este filme são, por definição, pífias, mas infelizmente sucede que eu próprio deverei estar impossibilitado de me deslocar à Barata Salgueiro neste dia. Fica o apelo, com toda a ênfase e poder de persuasão que tenho para dar: vão ver.
Claro que há sempre este prémio de consolação:
("Tout Droit jusqu'au Matin", uma pequenina obra-prima.)
segunda-feira, janeiro 10, 2011
OS TRÊS JOSÉS: José Manuel Fernandes, Joseph Ratzinger e José Policarpo partilham mais do que o nome próprio: o autor dos seus discursos, artigos homilias e outras intervenções não pode deixar de ser a mesma pessoa, a acreditar na frequência insistente com que as mesmas teclas são batidas. Esse esforçadíssimo "negro", nos últimos tempos, acumula os exemplos destinados a provar que os cristãos se mantêm firmes no topo do pódio do martírio a nível global, e que nenhuma outra comunidade religiosa é mais ferozmente perseguida. Nesse exercício de puxar dos galões, contudo, o excesso de zelo é péssimo conselheiro. Meter no mesmo saco atentados, massacres e medidas de separação entre Igreja e Estado é um tour-de-force retórico tão ousado que quase se poderia confundir com má-fé. O laicismo ou a laicidade (distinção que este prolífico autor nunca deixa de fazer) não matam. Aplicar leis emanadas de corpos legislativos, eleitos por vontade popular, não equivale a uma perseguição.
Faz parte da natureza das religiões hostilizarem-se e combaterem-se mutuamente em nome da posse da Verdade suprema que reivindicam para si. Atestam-no os milhões que, em nome da religião, morreram ao longo dos séculos e continuam a morrer ainda hoje. Nunca me esquecerei das palavras que li no prefácio a uma edição da Bíblia que uma vez folheei: "Este é o livro da Verdade" (cito de memória, mas a essência era esta). Eis algo que os adocicados discursos ecumenistas nunca poderão disfarçar: as religiões separam os Homens porque se reclamam as únicas detentoras da Verdade revelada, imutável e incontestável.
Não são a lei, a laicidade ou o ateísmo que matam, mutilam e escorraçam. Os 3 Josés e os seus satélites (Helena Matos, o bispo de Leiria-Fátima...) precisam, com urgência, de alinhar o seu discurso por um diapasão comum, mais devedor do justo sentido das proporções do que dos delírios centrífugos de um escrevinhador de discursos em roda livre.
quarta-feira, janeiro 05, 2011
MORANGOS COM AÇÚCAR: A personagem Mariana, superiormente interpretada pela actriz Lia Carvalho, não tem vida emocional própria. A sua função exclusiva parece ser a de receptora dos desabafos alheios ("an emotional soup-kitchen", na expressão de John Osborne citada por Doris Lessing a propósito dela própria). O ridículo e fugaz episódio da tentativa de reaproximação aos pais não fez mais do que confirmar isto mesmo. Talvez tenha sido por isso que os argumentistas decidiram, ainda na temporada anterior, casá-la com o cabeça oca do Leo. Não existe sombra de química entre os dois, mas assim se arrumou a questão do par romântico da Mariana, que passou a estar disponível a tempo inteiro para a sua função de confessionário ambulante.
LISTA DE FILMES DO ANO, O FILME QUE FALTAVA: Está encerrada a votação para a eleição do filme que ocupará o 10º lugar da minha lista de melhores do ano. A contagem dos votos forneceu o seguinte resultado. Vencedor: Defensor de Moura. Em segundo lugar, e 1º na categoria de filmes, ficou "La Danse", de Frederick Wiseman, com escassíssimos 2 votos de vantagem sobre "Todos os Outros". A realizadora deste filme, Maren Ade, já veio a público atribuir as responsabilidades pela derrota às empresas de sondagens.
Obrigado a todos os que participaram.
domingo, janeiro 02, 2011
LEGITIMIDADE REVOLUCIONÁRIA: Na sua autobiografia ("Under My Skin"), Doris Lessing oferece alguns exemplos de argumentos que eram por vezez usados, nos meios comunistas, para justificar a admiração e a legitimidade de autores desinseridos do cânone revolucionário:
- D.H. Lawrence? Filho de um mineiro. (Logo, proletário.)
- T.S. Eliot? Descrevia a decadência da burguesia, não era?
- Yeats? Irlandês, logo membro de um povo oprimido.
- Virginia Woolf? Mulher.
- Orwell? «At that time [meados dos anos 40] he was being insulted by the Party, because he had told the truth about Spain. The trouble was some of us admired him. How did we get around this? I forget.»
MAIS PÉROLAS DA "PARIS REVIEW":
STEPHEN KING: When I read Tess of the d'Urbervilles, I said to myself two things. Number one, if she didn't wake up when that guy fucked her, she must have really been asleep. And number two, a woman couldn't catch a break at that time. That was my introduction to women's lit. I loved that book, so I read a whole bunch of Hardy. But when I read Jude the Obscure, that was the end of my Hardy phase. I thought, This is fucking ridiculous. Nobody's life is this bad. Give me a break, you know?
James Wood, Harold Bloom, pensem seriamente em pendurar as chuteiras: têm aqui um rival à altura.
quinta-feira, dezembro 30, 2010
OS FILMES DO ANO:
Em estreia nas salas (ordem cronológica de visionamento):
"Shutter Island", Martin Scorsese
"A Serious Man", Ethan Coen/Joel Coen
"Les Herbes Folles", Alain Resnais
"Noite e Dia", Hong Sang-Soo
"Io Sono l'Amore", Luca Guadagnino
"Irène", Alain Cavalier
"36 Vues du Pic Saint-Loup", Jacques Rivette
"Le Roi de l'Évasion", Alain Guiraudie
"Copie Conforme", Abbas Kiarostami
Para a 10ª vaga, hesito entre "Alle Anderen", de Maren Ade, e "La Danse - le Ballet de l'Opéra de Paris", de Frederick Wiseman. Os leitores poderão ajudar a desempatar, manifestando a sua opinião via e-mail. Claro está que também podem não o fazer, mas olhem que o debate sobre o voto obrigatório está aí a fazer furor, e depois não se queixem.
Cinemateca e festivais (ordem cronológica de visionamento):
"Les Cinéphiles" (1 e 2), Louis Skorecki
"La Chinoise", Jean-Luc Godard
"Carl Th. Dreyer", Éric Rohmer
"Kasaba", Nuri Bilge Ceylan
"L'Hypothèse du Tableau Volé", Raoul Ruiz
"Le Nom du Feu"/"Les Signes"/"Correspondances", Eugène Green
"Badlands", Terrence Malick
"Stranger Than Paradise", Jim Jarmusch
"Coitado do Jorge", Jorge Silva Melo
"La Marseillaise", Jean Renoir
"Les Sœurs Brontë", André Téchiné
(Desta vez ficam mesmo 11, sem desempate.)
Piores do ano:
"O Laço Branco", Michael Haneke
"Anticristo", Lars von Trier (pior da década?)
quarta-feira, dezembro 29, 2010
HOMENAGEM QUE JÁ TARDAVA: A imprensa portuguesa fez recentemente eco da eleição das mais belas livrarias do mundo pelo guia "Lonely Planet", onde a livraria Lello, do Porto, figura num honroso 3º lugar. Não parece claro quais os critérios que presidiram à elaboração desta lista: à frase «here are our picks for the best spots to browse, buy, hang out, find sanctuary among the shelves, rave about your favourite writers and meet book-loving characters» sobra em jargão de guia de viagem vivaço aquilo que lhe falta em clareza e rigor. Sem desprimor para a Lello, uma livraria que visito sempre com prazer e que oferece uma razoável selecção, nenhum outro critério que não seja o da beleza arquitectónica pode justificar a sua presença nesta lista. Mas isto é difícil de conciliar com o primeiro lugar do pódio atribuído à City Lights de San Francisco, à qual aproveito para prestar homenagem, meses depois de ter tido a sorte de a visitar. A aura beat e o alto patrocínio espiritual de Kerouac constituem factores intangíveis que contribuem para o seu encanto, porém aquilo que fascina o visitante é, muito prosaicamente, a assombrosa qualidade e variedade da sua oferta. O edifício, se bem que classificado como património municipal, está longe de ser extraordinário, excepção feita a uns frescos vistosos na fachada exterior. O espaço não é dos mais vastos, mas o aproveitamento que dele foi feito é excelente. O teor de palha nas estantes é próximo do zero, tanto assim que percorrê-las exige atenção e tempo em níveis muito superiores aos exigidos pelas livrarias comuns, pejadas de monos. A City Lights é, em suma, uma das melhores livrarias onde já entrei, a par da Gibert Joseph e da Hune, em Paris, da Heffers em Cambridge e da Gotham, em NY (esta infelizmente já desaparecida). Esta afirmação vale o que vale, vinda de alguém com hábitos de viagem comedidos, incapaz de competir com a largueza de horizontes do staff da Lonely Planet.
Alguns dos livros que comprei na City Lights:
BOM ANO NOVO, COM PAZ, SAÚDE E CRÓNICAS DO PROFESSOR JOÃO CÉSAR DAS NEVES: Na sua última intervenção, João César das Neves discorre sobre as razões do atraso português e consegue omitir a Inquisição e a expulsão dos Judeus. O que não falta é o elogio ao Estado Novo, que teve como resultado «um país seguro, estável e progressivo», adequadamente contrastado com a "canalhice" da República (supõe-se que seja a 1ª) e com a "podridão" do Liberalismo. A peculiar mundividência histórica de JCN é sobejamente conhecida de todos, mas não é comum vê-la exposta de maneira tão cristalina.
Há umas semanas, JCN logrou um feito digno de aplauso: numa só frase («No pecado gravíssimo do sexo fora do matrimónio, o preservativo torna-se um detalhe.»), disse mais (ainda que involuntariamente) sobre o desfasamento entre a Igreja e as pessoas do que muitos tratados, teses e ensaios.
Que não nos faltem, no ano de 2011 que está prestes a encetar-se, as crónicas de João César das Neves: às segundas-feiras no "Diário de Notícias", às quintas-feiras no "Destak". Num mundo conturbado, precisamos de pontos de referência inamovíveis.
ABSTENCIONISTA: Não costumo votar nem nos "Ídolos" nem na "Operação Triunfo", mas desde já prometo solenemente o meu voto, e a reincidência nesse mesmo voto, ao candidato ou candidata que interprete uma das seguintes canções:
- "The Man Who Couldn't Afford to Orgy", John Cale
- "Kit de Prestidigitação", B Fachada
- "Superafim", Cansei de Ser Sexy
- "Stratford-On-Guy", Liz Phair
- "My Legendary Girlfriend", Pulp
quarta-feira, dezembro 08, 2010
MOMENTOS DE PURA FELICIDADE NA FNAC DO CHIADO: Fui à Fnac. Escolhi um CD (sonatas de Beethoven interpretadas por Murray Perahia). A etiqueta dizia 19 euros e tal. Na caixa, o preço que apareceu foi 9 euros e tal. Abstive-me de aprofundar a razão de ser da discrepância. Fiquei contente.
(Regra geral, o meu sentimento depois de passar pelas caixas desta Fnac é o oposto. Não percebo qual é a dificuldade em implementar um regime de fila única, garantindo assim o respeito do princípio sagrado do first come, first served.)
RUI PEREIRA COMO JOYCE: O ministro da Administração Interna, perante a destruição causada pelo tornado de ontem, afirmou: «Isto é mesmo, literalmente, o diabo à solta». Por uma saborosa ironia, o advérbio "literalmente" é dos que mais vezes são usados em sentido não literal. Partindo do princípio de que Rui Pereira não pretendeu sugerir que o próprio Satanás andou a deambular e a deixar pegadas de cascos pela região industrial da Sertã, conclui-se que terá cedido ao pecadilho linguístico de usar a palavra "literalmente" como mero elemento enfatizador.
Em defesa do ministro, ele encontra-se na soberba companhia do próprio James Joyce, que inicia o seu famoso conto "The Dead" com a seguinte frase: «Lily, the caretaker's daughter, was literally run off her feet.».
Os cépticos afirmarão que, no caso de Joyce, se trata de um recurso estilístico deliberado. Sou de opinião de que o mesmo benefício da dúvida deve ser dado a Rui Pereira.
MAIS PÉROLAS DA "PARIS REVIEW":
ALICE MUNRO: We had a fundraising event at the Blyth Theater, about ten miles away from here. Everybody contributed something to be auctioned off to raise money, and somebody came up with the idea that I could auction off the right to have the successful bidder's name used for a character in my next story. A woman from Toronto paid four hundred dollars to be a character. Her name was Audrey Atkinson. I suddenly thought, That's the nurse! I never heard from her. I hope she didn't mind.
("The Paris Review Interviews, vol.2")
Alice Munro é uma autora celebrada, a quem não têm faltado prémios e elogios. Talvez esteja escrito nas esferas celestes que acabarei por ler alguma das suas obras. Mas não consigo deixar de alimentar reticências sobre o que poderá ter saído de bom da pena de alguém que afirma «Henry James rewrote simple, understandable stuff so it was obscure and difficult».
Qualificar um qualquer autor de contos que denotem atenção especial à natureza humana como um "novo Chekhov" tornou-se passatempo banal e popular. Para quando um novo Henry James?
domingo, dezembro 05, 2010
quinta-feira, novembro 25, 2010
MAIS PÉROLAS DA "PARIS REVIEW":
Segundo a nota biográfica no final do 2º volume das entrevistas da "Paris Review", William Gaddis foi expulso de Harvard «on account of an incident of rowdiness». Da entrevista, contudo, não parece transparecer qualquer animosidade dirigida contra o sistema educativo:
INTERVIEWER: Your satire concerning education is quite passionate. You must have had bad experiences.
WILLIAM GADDIS: No, really the opposite, in fact. I went to boarding school in New England when I was very young, and to college at Harvard, and had a good education.
("The Paris Review Interviews, vol.2")
terça-feira, novembro 23, 2010
DA DIFERENÇA ENTRE HISTORIADORES E HISTORIADORES DE DOMINGO:
«Sei que há uma grande tendência hoje para comparar de forma simplista o regime da I República com o Estado Novo, nomeadamente a nível da repressão. Aliás, há mesmo quem diga que a repressão política na I República foi superior à que se assistiu na ditadura salazarista. Em comum nestas comparações, a meu ver erradas, há um esquecimento importante, provavelmente ligado a desconhecimento de factos, que acaba por falsificar a realidade histórica.»
(Irene Pimentel, who knows enough about it.)
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