- "Lola"
- "Autumn Almanac"
- "Days"
Regra geral, incluo a música nos estabelecimentos de restauração entre as 10 maiores pragas da civilização ocidental. Mas desta vez soube bem.
Regra geral, incluo a música nos estabelecimentos de restauração entre as 10 maiores pragas da civilização ocidental. Mas desta vez soube bem.
"Le Roi de l'Évasion", de Alain Guiraudie, teve uma passagem relativamente discreta numa sala de Lisboa, no final do ano passado. Muito do que se escreveu sobre este filme, em Portugal e extra-muros, deu destaque ao facto de Guiraudie oferecer uma perspectiva sobre a homossexualidade, (provinciana, protagonizada por homens idosos ou de meia-idade) distante do paradigma dominante (urbano, jovem, chic). Contudo, para mim, a importância e beleza deste filme vão muito além desta constatação sociológica. "Le Roi de l'Évasion" é um filme de uma liberdade formal exaltante, que se desenrola ao sabor das pulsões, da consciência, das pressões sociais e do desejo, numa interacção complexa que é no fundo aquela de que padece qualquer ser humano. É, como é habitual em Guiraudie, uma obra pontuada por diálogos luminosos, de uma comicidade que nunca oculta observações agudíssimas sobre as contradições do amor.
"Du Soleil pour les Gueux", realizado por Guiraudie 2001, passará na Cinemateca no dia 26 (escolha de Miguel Gomes). Apetecia-me dizer que todas as desculpas para não ir ver este filme são, por definição, pífias, mas infelizmente sucede que eu próprio deverei estar impossibilitado de me deslocar à Barata Salgueiro neste dia. Fica o apelo, com toda a ênfase e poder de persuasão que tenho para dar: vão ver.
Claro que há sempre este prémio de consolação:
("Tout Droit jusqu'au Matin", uma pequenina obra-prima.)