Acho que não prestei. Limitei-me, aquando da visita que a ela fiz, a registar uma nota mental para o fazer, que me anda a roer o juízo desde então.
A EBC é uma livraria muito especial. Fica situada num bairro de San Francisco (próximo do infame "Tenderloin") que, de forma gentil, poderia ser descrito como "pouco recomendável". O tipo de lugar onde o instinto e o bom senso mandam vigiar os pertences, estugar o passo e evitar contacto visual. Uma livraria independente especializada em livros franceses, como a EBC, seria um dos estabelecimentos que menos se esperaria encontrar neste sítio. Neste caso, a violação da lei das probabilidade é motivo de regozijo.
A EBC é uma livraria de dimensão média. Pouco deve à arrumação; a primeira impressão é de algum desmazelo. Domina a literatura francesa, incluindo uma selecção muito substancial de livros de bolso usados. Livros noutras línguas, em particular alemão, também se encontram. A representação de géneros é muito generosa, da filosofia à culinária. O atendimento não me pareceu um primor de simpatia, e o facto de os preços não estarem marcados nos livros é claramente um ponto contra. Mas não apetece perder tempo com estas ninharias, perante um diamante do tamanho do Ritz como é a EBC.
Acabei por me limitar a comprar 3 livros:
"Le Chaos et la Nuit", de Henry de Montherlant,
"L'Envers de l'Histoire Contemporaine" (grande título), de Honoré de Balzac (mas não foi esta a edição que comprei),
"Poèmes à Lou suivi de Il y a", de Guillaume Apollinaire.
Se ainda não está convencido, leia algumas reacções de clientes.























Só após a sua morte fiquei a saber que Maria Schneider era filha do actor Daniel Gélin (que nunca a reconheceu).
