quinta-feira, agosto 07, 2014

A um momento de fraqueza deve seguir-se um momento de firmeza. Isto tem a ver com dignidade, não com qualquer equilíbrio cósmico.

PÉROLAS DA PARIS REVIEW

PHILIP ROTH: If you ask if I want my fiction to change anything in the culture, the answer is still no. What I want is to possess my readers while they are reading my book - if I can, to possess them in ways that other writers don't. Then let them return, just as they were, to a world where everybody else is working to change, persuade, tempt, and control them.

domingo, agosto 03, 2014

Há sonhos tão divergentes da realidade que parecem implicar a existência de um argumentista, cruel e incisivo mas também dotado de um sentido de humor singular.

terça-feira, julho 22, 2014

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha amarela do metropolitano, uma leitora lia "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen. Ia no capítulo 47, pelo que já se deve ter apercebido de que Mr Darcy é afinal um ser humano decentíssimo e que Mr Wickham é um desprezível estouvado.

terça-feira, julho 15, 2014

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Um leitor lia "Dormir au Soleil", tradução francesa de "Dormir al Sol", de Adolfo Bioy Casares. Foi numa esplanada perto da estação do Rossio.

Voltando a terrenos de caça mais costumeiros: na linha verde do metropolitano, um leitor lia "Ecce Homo", de Nietzsche.

Curiosamente, um autor argentino e outro alemão, a poucos dias da final do Mundial. Quem me convencer de que se trata de mera coincidência poderá gabar-se de ser um mestre na subtil arte da argumentação.

segunda-feira, julho 14, 2014

14 JUILLET

Há exactamente dois séculos e um quarto, o mundo (re)começou.


segunda-feira, julho 07, 2014

RESPOSTA

«A felicidade não tem nada a ver com isso» é uma excelente resposta que se adequa a muitas perguntas e muitas ocasiões.

domingo, julho 06, 2014

O ESTADO DO MUNDO

Da série "Prélude au hors champ", Olivier Christinat

FORAM-SE EMBORA

O que fazer quando o melhor blog português se auto-aniquila? Três sugestões:

  • Rasgar as vestes.
  • Agradecer à C. e ao Rui por tantos momentos tão fortes, tão belos, tão alheios ao conformismo intelectual e à banalidade que alastram algures, como uma epidemia.
  • Saudar o novo blog do Rui.

terça-feira, junho 17, 2014

O QUE IMPORTA REALMENTE NA VIDA?

Pouca coisa. Amor, sabedoria, compaixão, livros, música. E também os morangos da Estíria.

© LJH Schießstattgasse

terça-feira, maio 13, 2014

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha verde do metropolitano, uma leitora lia "O Amante do Vulcão", de Susan Sontag.

Na linha amarela, uma leitora diferente lia uma biografia de Marcel Proust.

O que faz falta é espreitar as leituras da malta nos lugares públicos e depois contar tudo no blog.

terça-feira, maio 06, 2014

PORTANTO É ASSIM

Portanto, estamos assim: um presidente da República que recorre ao Facebook para ajustar contas e para troçar daqueles que, do seu ponto de vista, não partilham da sua suprema clarividência devidamente vertida em letra de imprensa nos seus famigerados prefácios.

Às vezes, penso que o próximo Presidente terá pela frente uma tarefa hercúlea de recuperação da credibilidade desta instituição e do cargo de magistrado supremo da nação.

Outras vezes, concluo que a tarefa do próximo Presidente será invulgarmente simples. Quem vier na esteira de Cavaco Silva surgirá inevitavelmente, por comparação, como um grande estadista pleno de sentido de responsabilidade e de sensatez, faça aquilo que fizer.

sábado, abril 26, 2014

COMO ESTÁ O MUNDO

"Haeres", Geneviève Asse (1977)

(a minha Avó faria hoje 100 anos se fosse viva; penso nela vezes sem conta, sempre com tantas, tantas saudades)

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha verde do metropolitano, um leitor lia a antologia "Um Homem Célebre", de Machado de Assis.

No cais da estação Campo Grande, e subsequentemente na mesma linha verde (sentido Telheiras), uma leitora lia "Manhã Submersa", de Vergílio Ferreira.

Da minha língua vê-se a 2ª Circular, o Hospital de Santa Maria e o Estádio Alvalade XXI.

quinta-feira, abril 17, 2014

segunda-feira, março 31, 2014

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha vermelha do metropolitano, em dias diferentes, um leitor lia "Os Irmãos Karamazovs", de Dostoyevsky, e uma leitora lia "O Monte dos Vendavais", de Emily Brontë. E faziam bem. Sem os clássicos não se chega a lado algum. Ou, se se chegar, chega-se de forma trôpega, enviezada e laboriosa.

domingo, março 23, 2014

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

A vida de um observador de leituras em lugares públicos tem dias vazios, dias menos bons, dias satisfatórios e, muito esparsamente, dias mágicos que compensam toda a apagada e vil tristeza dos demais. O dia de hoje foi um desses dias.

Na linha vermelha do metropolitano, um leitor lia um livro do poeta suíço Philippe Jaccottet, da colecção de poesia da Gallimard. Pareceu-me ser este:


O leitor, ao fim de alguns versos, alheou-se da leitura e bocejou. Mau sinal? Prefiro acreditar que se tratou de uma simples pausa, tempo concedido a um poema para revelar todo o seu poder.

sábado, março 22, 2014

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha verde do metropolitano, a hora bem matutina, uma leitora lia "A Náusea", de Jean-Paul Sartre.

O existencialismo é deveras um humanismo, e em nenhum outro lugar essa verdade brilha com tanto esplendor como numa carruagem do Metropolitano de Lisboa povoada de passageiros a caminho dos seus destinos.