A minha única recordação pessoal de Maria Barroso esteve ligada ao teatro. Em 2007, participei numa
encenação amadora de "A Casa de Bernarda Alba", de García Lorca. Maria Barroso, que representara esta mesma peça décadas atrás, aceitou amavelmente o convite para vir assistir. No final, deixou-se ficar para dialogar com os membros do grupo. A sua espontaneidade, simpatia e generosidade cativaram-me, apesar da brevidade do momento.
De resto, acho notável que tenha protagonizado uma vida pública ao mesmo tempo tão longa, tão exposta e tão pobre em passos em falso, episódios lamentáveis ou tiradas infelizes. (Mas decerto que os profissionais da maledicência estão a fazer o que podem para corrigir a situação.)
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| Maria Amélia Aranda e Maria Barroso em "Benilde ou a Virgem Mãe", de Manoel de Oliveira (1974) |