quarta-feira, dezembro 23, 2015
DESEJO A TODOS VÓS UM NATAL... (COMO É MESMO AQUELA PALAVRA?) FELIZ
Ainda que o Natal não passe de um curto parêntesis na vidinha quotidiana, que tanto exige de nós e tão amiúde nos põe os cabelos em pé, que esse parêntesis seja cheio de pessoas queridas, música, paz e umas quantas gargalhadas. São os meus votos, dirigidos a algum eventual lunático que ainda visite este blog de vez em quando.
terça-feira, dezembro 08, 2015
quinta-feira, novembro 26, 2015
SETSUKO HARA (1920-2015)
Uma daquelas actrizes que fazem do cinema uma arte maior que a vida e (obviamente) muito maior que a morte.
NÓTULAS POLÍTICAS EM TEMPOS BASTANTE INTERESSANTES
Daqui a alguns anos, os manuais de História hão-de rezar assim:
Os queixumes e alertas estridentes que se fizeram ouvir de forma tão aflitiva, nestas últimas semanas, serão remetidos para os rodapés dos manuais, se é que merecerão alguma referência.
Os estudiosos mais dedicados e pacientes talvez encontrem neles matéria para ensaios e teses com uma forte inclinação sociológica.
- Em 2015, houve eleições legislativas.
- Dessas eleições, saiu um parlamento cuja composição formou a base de apoio ao XXI Governo Constitucional.
Os queixumes e alertas estridentes que se fizeram ouvir de forma tão aflitiva, nestas últimas semanas, serão remetidos para os rodapés dos manuais, se é que merecerão alguma referência.
Os estudiosos mais dedicados e pacientes talvez encontrem neles matéria para ensaios e teses com uma forte inclinação sociológica.
domingo, novembro 22, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
Na linha verde do metropolitano, uma leitora lia o romance "O Último Cais", de Helena Marques, e fazia-o de pé.
A vida de um observador de leituras em lugares públicos é uma sucessão de surpresas e é a própria negação da previsibilidade.
A vida de um observador de leituras em lugares públicos é uma sucessão de surpresas e é a própria negação da previsibilidade.
quarta-feira, novembro 11, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
No cais da estação de caminho-de-ferro de Entrecampos, um leitor lia "O Livro Aberto", de Frederico Lourenço.
Que fazer quando tudo arde? Resposta: ler.
Que fazer quando tudo arde? Resposta: ler.
segunda-feira, novembro 09, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
Na bicha para o restaurante h3 do centro comercial Monumental, um leitor lia "A Sétima Onda", de José Rentes de Carvalho.
Sim, o alimento para o espírito e o alimento para o estômago podem coexistir!
Sim, o alimento para o espírito e o alimento para o estômago podem coexistir!
sexta-feira, novembro 06, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
Na linha verde do metropolitano, uma leitora lia "O Nascimento da Arte", de Georges Bataille.
Um dia que começa tão bem tem necessariamente de correr maravilhosamente, certo? Errado. Foi um dia mais ou menos igual aos outros.
Um dia que começa tão bem tem necessariamente de correr maravilhosamente, certo? Errado. Foi um dia mais ou menos igual aos outros.
quarta-feira, novembro 04, 2015
NÓTULAS POLÍTICAS EM TEMPOS BASTANTE INTERESSANTES
Os tempos que correm são pródigos em: esbracejamentos, aqui-d'el reis, advertências plenas de gravidade, apelos à responsabilidade, evocações ominosas do PREC, referências severas ao valor da tradição e palavras ao vento ("radical", "usurpar", "golpada", "assalto ao poder"). Nos intervalos destas tiradas inflamadas, o bom senso ergue a cabecita e espreita para saber se já chegou a sua vez.
São tempos divertidos, convenha-se.
São tempos divertidos, convenha-se.
domingo, outubro 25, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
No comboio Lisboa-Porto, um leitor lia "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley.
No comboio Porto-Lisboa, uma leitora lia "A Estrada", de Cormac McCarthy.
A história da rede ferroviária e a história das leituras em lugares públicos sempre tiveram múltiplos pontos de contacto.
No comboio Porto-Lisboa, uma leitora lia "A Estrada", de Cormac McCarthy.
A história da rede ferroviária e a história das leituras em lugares públicos sempre tiveram múltiplos pontos de contacto.
sexta-feira, outubro 23, 2015
NÓTULAS POLÍTICAS EM TEMPOS BASTANTE INTERESSANTES
Durante estes últimos dias, em que assistimos a sucessivas rondas de negociações, mais ou menos sinceras, entre os partidos, com vista à formação do governo, não consegui sacudir esta sensação: pareceu-me que todos estes esforços, afã e declarações visavam mais o médio prazo do que o imediato, e que a grande preocupação de todos era a de estarem em condições de reclamar o estatuto de vítima e de transmitirem a impressão de que foram eles os únicos a procurar soluções com sinceridade. O horizonte temporal é o das próximas eleições, que poucos acreditam não irem ocorrer em breve.
AMANHÃ
Amanhã, sábado, na Fnac de Santa Catarina (Porto), a partir das 17 horas, o Jorge Palinhos e eu próprio iremos conversar sobre o meu livro de contos "Quartos Alugados".
Há que aproveitar estas simpáticas ocasiões sociais e literárias, enquanto não chega o caos político, social e financeiro que se prepara para submergir Portugal, qual tsunami.
Há que aproveitar estas simpáticas ocasiões sociais e literárias, enquanto não chega o caos político, social e financeiro que se prepara para submergir Portugal, qual tsunami.
terça-feira, outubro 20, 2015
NÓTULAS POLÍTICAS EM TEMPOS BASTANTE INTERESSANTES
Uma epidemia de clarividência radical grassa pelo país e poucos são os actores polítcos e fazedores de opinião que lhe são imunes. De repente, todos sabem com absoluta certeza quais as intenções de cada eleitor quando ele ou ela depositou o seu voto, no passado dia 4. O impudor com que tiram as suas ilacções enviesadas a partir dessa certeza é um sintoma muito comum desta epidemia.
terça-feira, outubro 13, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
Na plateia do São Jorge, em plena Festa do Cinema Francês, um leitor lia "O Cónego", de A.M. Pires Cabral.
O prazer da leitura antes do cinema é um dos prazeres mais subestimados. Pena é que nem sempre a iluminação da sala colabore.
O prazer da leitura antes do cinema é um dos prazeres mais subestimados. Pena é que nem sempre a iluminação da sala colabore.
sábado, outubro 10, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
Na linha verde do metropolitano, uma leitora lia "Auto-de-Fé", de Elias Canetti.
Os leitores e as leituras da linha verde não cessam de nos surpreender, e a nossa fasquia nem é das mais modestas.
Os leitores e as leituras da linha verde não cessam de nos surpreender, e a nossa fasquia nem é das mais modestas.
quarta-feira, outubro 07, 2015
LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS
Num voo Londres-Lisboa, um leitor lia as "Vinte Mil Léguas Submarinas", de Verne. (Se viajasse de barco, será que leria as "Cinco Semanas em Balão"?)
Numa fila para a caixa de pagamento do Lidl, um outro leitor lia a biografia de Álvaro Cunhal.
Tempos estranhos, leituras originais, locais públicos invulgares!
Numa fila para a caixa de pagamento do Lidl, um outro leitor lia a biografia de Álvaro Cunhal.
Tempos estranhos, leituras originais, locais públicos invulgares!
terça-feira, outubro 06, 2015
CHANTAL AKERMAN (1950-2015)
segunda-feira, outubro 05, 2015
VIVA SÃO PLÁCIDO, QUERO DIZER, VIVA A REPÚBLICA!!!
O meu calendário de secretária diz que hoje é dia de São Plácido e omite qualquer referência à República. O 5 de Outubro deixou de ser feriado graças ao capricho de um governo sem espinha dorsal, e sem outra justificação do que o ridículo "temos demasiados feriados". Nos dois últimos anos, o facto de esta data calhar a um fim-de-semana ajudou a mitigar a impressão de ignomínia. Hoje, tudo se conjugou: a primeira vez que eu (e muitos outros milhares de compatriotas) trabalhei num 5 de Outubro; o dia seguinte às eleições em que os responsáveis pelo acto se saíram muito melhor do que ousavam esperar há alguns meses; a ausência das comemorações por parte de um presidente da República que parece incapaz de concluir o seu mandato com um mínimo de verticalidade e de respeito pela história do país. E o tempo: chuva intensa e vento, como se os elementos fossem os únicos capazes ainda de se revoltarem.
Viva o vento.
Viva a chuva.
VIVA A REPÚBLICA!
(Muito me espantará que este dia não seja feriado em 2016. Sem desprimor para São Plácido, discípulo de São Bento e patrono da cidade de Messina.)
Viva o vento.
Viva a chuva.
VIVA A REPÚBLICA!
(Muito me espantará que este dia não seja feriado em 2016. Sem desprimor para São Plácido, discípulo de São Bento e patrono da cidade de Messina.)
terça-feira, setembro 29, 2015
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