quinta-feira, julho 14, 2016

14 DE JULHO

Os revisionistas de domingo como João César das Neves e João Carlos Espada bem podem esbracejar, mas a Tomada da Bastilha e a Revolução Francesa continuam a ser os eventos que mais abalaram a história contemporânea e que mais contribuíram para transformar um mundo marcado pelo privilégio e pela arbitrariedade num mundo minimamente respirável, no qual conceitos como "cidadão", "democracia", "igualdade" e "direitos" possuem algum significado prático.

Viva o 14 de Julho!


segunda-feira, julho 04, 2016

ABBAS KIAROSTAMI (1940-2016)

Eu seria uma pessoa pior sem os filmes de Kiarostami.

"O Vento Levar-nos-á" (1999)

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

A vida de um observador de leituras em lugares públicos não é só feita de alegrias e de descobertas aprazíveis e edificantes. Há também as decepções, não poucas vezes bastante cruéis. Por exemplo: numa paragem de autocarro de Genève, uma leitora lia aquilo que parecia ser um livro de Cioran. Um exame mais atento revelou que, em vez de CIORAN, aquilo que se lia na capa era GIBRAN.

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha verde do metropolitano, uma leitora lia "As Verdes Colinas de África", de Hemingway.

Em tempo de canícula, nada como a grande literatura para refrescar o espírito.

sábado, junho 25, 2016

quarta-feira, junho 15, 2016

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Um leitor lia um livro de Horacio Quiroga na linha verde do metropolitano. Pareceu-me tratar-se de "Contos da Selva", na edição da Cavalo de Ferro.

Horacio Quiroga foi um escritor uruguaio que nasceu em 1878, em Salto, e faleceu em 1937, em Buenos Aires.

quarta-feira, maio 11, 2016

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Um leitor lia "A Criação do Mundo", de Miguel Torga. Uma leitora lia "Contos do Gin-Tonic", de Mário-Henrique Leiria. Isto passou-se nas linhas verde e amarela do metropolitano. Tentar recordar se era o Torga na amarela e o Leiria na verde, ou vice-versa, é esforço demasiado para a minha memória. Viva a diversidade da literatura portuguesa!

LIVRO

O meu livro "O Leão de Belfort" já está à venda nas boas casas. É inútil procurarem nas más casas: não o encontrarão lá. Numa época em que os apelos ao consenso chovem de todos os lados, eu apelo ao consenso dos leitores em torno da excelência literária desta noveleta e do seu potencial para criar novos paradigmas.

terça-feira, maio 03, 2016

 La femme de Cézanne avait dit à Matisse, la seule fois où ils se rencontrèrent, que son mari était «un vieil imbécile qui n'entendait rien à l'art et n'avait jamais compris ce qu'il faisait».

(Anne Martin-Fugier, "La vie d'artiste au XIXe siècle", Pluriel.)

"Madame Cézanne na estufa", Paul Cézanne, 1892

segunda-feira, abril 25, 2016

25/4


Este blog tem estado razoavelmente comatoso, mas só um cataclismo me impediria de assinalar esta data. (Imagem retirada daqui.)

domingo, abril 03, 2016

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha verde do metropolitano, uma leitora lia "Aprendendo a Silenciar a Mente", do líder espiritual indiano Osho. O facto de o livro estar apoiado num enorme caixote de morangos com um ar apetitoso, aparentemente acabados de comprar no Pingo Doce, acrescentava uma nova dimensão a esta louvável busca pelo silêncio da mente.

terça-feira, março 29, 2016

ALERTA DE CONTO

A edição de primavera da revista "Somos Livros", distribuída gratuitamente nas livrarias Bertrand, inclui um conto de minha autoria. O conto intitula-se "Em Coimbra" e o mínimo que se pode dizer é que cumpre com todo o denodo aquilo que promete, uma vez que se passa precisamente em Coimbra. Não há desculpas para não lerem, excepto estas: não terem tempo a perder; não terem nenhuma Bertrand ao pé de casa; qualquer outra desculpa.

quarta-feira, março 23, 2016

He venido para esperarte
Con los brazos un tanto en el aire

(Luis Cernuda)

terça-feira, março 22, 2016

SES PATTES CROTTÉES

Le ton des chairs est sale, le modelé nul. Les ombres s'indiquent par des raies de cirage plus ou moins larges. Que dire de la négresse qui apporte un bouquet dans un papier et du chat noir qui laisse l'empreinte de ses pattes crottées sur le lit?

(Théophile Gautier, 1865. A propósito do quadro de Manet.)

"Olympia", Édouard Manet, 1863

terça-feira, março 15, 2016

On est toujours étonné aujourd'hui par les distances que l'on n'hésitait pas à parcourir à pied au XIXe siècle. Puvis de Chavannes, par exemple, faisait dix kilomètres par jour pour se rendre de Neuilly-sur-Seine, où il habitait, à son atelier, Place Pigalle.

(Anne Martin-Fugier, "La vie d'artiste au XIXe siècle", Pluriel.)

terça-feira, março 01, 2016

A BULA DE MARÇO

A BULA de Março recolhe algumas das observações de leituras em lugares públicos que eu e os meus discípulos peripatéticos temos registado. Esta iniciativa é uma bofetada de luva branca na bochecha de todos aqueles que continuam a achar que a observação de leituras em lugares públicos é uma actividade sem interesse, quiçá sediciosa. Esta rubrica continuará a existir no meu blog, contra tudo e contra todos e quebrando todos os tabus.